A prótese total de joelho é uma das cirurgias ortopédicas mais realizadas no mundo. Seu objetivo é simples e nobre: aliviar a dor, restaurar a função e devolver autonomia ao paciente com artrose de joelho. Na maioria das vezes, isso acontece com sucesso. Porém, quando surge a soltura da prótese de joelho, todo esse equilíbrio é quebrado.
A soltura transforma um joelho antes estável em uma articulação dolorosa, insegura e progressivamente incapacitante. E o mais perigoso é que, muitas vezes, o problema começa de forma silenciosa.
Entender por que a prótese solta, como identificar os sinais precoces e quando a cirurgia é necessária faz toda a diferença no desfecho do tratamento.
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ToggleO que é, de fato, a soltura da prótese de joelho
A soltura da prótese ocorre quando há perda da interface de fixação entre o osso e os componentes protéticos, seja no fêmur, na tíbia ou na patela.
Essa perda de fixação pode acontecer:
- Entre o osso e o cimento cirúrgico
- Entre o osso e a prótese sem cimento
- Ou em ambas as interfaces
Quando isso acontece, surgem micro movimentos anormais que o corpo não tolera bem. O resultado é inflamação, dor e falha progressiva da articulação artificial.
Como uma prótese de joelho deveria funcionar ao longo dos anos
Em condições ideais, a prótese:
- Distribui as forças de carga
- Mantém o eixo mecânico (alinhamento do joelho) conforme planejamento do cirurgião
- Restaura a função da articulação
- Não gera inflamação persistente
A soltura rompe essa lógica. O joelho passa a funcionar como uma estrutura “frouxa”, onde cada passo gera estresse adicional.
Principais causas da soltura da prótese de joelho
A soltura surge em decorrência de fatores mecânicos, biológicos e, às vezes, infecciosos.
Desgaste natural e envelhecimento da prótese
Toda prótese tem uma vida útil. O desgaste do polietileno (plástico que simula os meniscos na prótese) gera partículas microscópicas que ativam um processo inflamatório no osso, levando à reabsorção óssea ao redor da prótese, fazendo com que haja perda de fixação da prótese ao osso.
Sobrecarga mecânica crônica
Excesso de peso corporal, atividades repetitivas de impacto ou esforço além do recomendado, e posicionamento inadequado da prótese aumentam a carga sobre os componentes protéticos, favorecendo a soltura precoce.
Alinhamento inadequado
Mesmo pequenos desvios no eixo do joelho fazem com que a carga se concentre em áreas específicas, acelerando o desgaste e a falha da fixação.
Qualidade óssea comprometida
O osso precisa ser forte para sustentar a prótese. Osteoporose, osteopenia ou perda óssea progressiva reduzem essa capacidade de suporte; bem como reduz a capacidade de integração do osso à prótese, ou seja da fixação da prótese ao osso
Infecção da prótese
Infecções podem ser agudas ou crônicas, muitas vezes sem sinais evidentes. Elas enfraquecem a fixação óssea e estão entre as causas mais graves de soltura.
Traumas, quedas e torções
Quedas podem causar soltura imediata ou iniciar um processo progressivo de falha, especialmente em próteses mais antigas.
É possível prevenir a soltura da prótese de joelho
A prevenção não é absoluta, mas é real. Menor peso corporal significa menor carga diária sobre a prótese. Caminhada, bicicleta e hidroginástica são aliadas. Saltos, corridas e esportes de impacto são inimigos da prótese.
Radiografias de controle permitem identificar sinais iniciais de soltura antes que o quadro se torne grave.
Infecções urinárias, dentárias ou cutâneas podem atingir a prótese por via hematogênica se não forem tratadas adequadamente.
Sintomas mais comuns da soltura da prótese de joelho
Os sintomas costumam ser progressivos, mas nunca devem ser ignorados.
- Dor mecânica persistente: Dor que piora ao caminhar, subir escadas ou apoiar o peso.
- Sensação de instabilidade: O joelho parece “falhar”, “ceder” ou não transmitir confiança ao caminhar.
- Inchaço recorrente: Derrame articular frequente após atividades simples.
- Perda funcional: Diminuição progressiva da capacidade de caminhar, levantar da cadeira ou realizar tarefas diárias.
- Estalos e ruídos anormais: Sons metálicos ou sensação de algo se movimentando dentro do joelho.
Como é feito o diagnóstico da soltura
O diagnóstico correto é fundamental para definir a conduta.
- Avaliação clínica detalhada: Histórico de dor, tempo de prótese, evolução dos sintomas e impacto funcional.
- Radiografias seriadas: Permitem identificar linhas radiolúcidas, afundamento ou migração dos componentes.
- Tomografia computadorizada: Avalia com precisão a extensão da perda óssea e o grau de soltura.
- Investigação de infecção: Exames laboratoriais e, em alguns casos, punção articular são indispensáveis.
O que acontece se a prótese solta não for tratada
Adiar o tratamento é um erro com consequências importantes.
- Quedas frequentes: A instabilidade aumenta muito o risco de quedas, principalmente em idosos.
- Fraturas periprotéticas: O osso enfraquecido pode fraturar com traumas mínimos.
- Perda óssea progressiva: Quanto mais tempo a prótese solta permanece, mais osso é perdido, dificultando cirurgias futuras.
- Infecção secundária: A instabilidade decorrente da soltura da prótese provoca inflamação crônica que favorece a colonização bacteriana.
- Cirurgias mais longas e complexas: O atraso no tratamento transforma um problema controlável em um desafio cirúrgico maior.
Quando a cirurgia é considerada urgente
A cirurgia deve ser imediata quando há:
- Fratura associada
- Luxação da prótese
- Infecção ativa
- Dor incapacitante
- Incapacidade de apoio do membro
Nessas situações, esperar aumenta o risco de sequelas graves.
Mesmo sem urgência absoluta, a cirurgia deve ser programada o quanto antes. O tempo nunca é aliado de uma prótese solta.
Recuperação após a cirurgia de revisão
A recuperação é mais exigente que na primeira prótese, mas devolve estabilidade, alívio da dor e autonomia.
Inclui:
- Fisioterapia progressiva
- Reeducação da marcha
- Fortalecimento muscular
- Acompanhamento contínuo
A soltura da prótese de joelho é um problema sério, progressivo e potencialmente grave. Nem sempre exige cirurgia de emergência, mas nunca deve ser negligenciada. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, menores os riscos e melhores os resultados.
Esperar demais quase sempre significa perder osso, aumentar a complexidade da cirurgia e reduzir as chances de um bom desfecho.
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A dor e o inchaço relacionados à soltura da prótese de joelho devem ser avaliados de forma individualizada, pois geralmente refletem falhas na fixação dos componentes, sobrecarga mecânica ou processos inflamatórios e infecciosos ao redor da prótese. Medidas auxiliares podem proporcionar alívio temporário dos sintomas, mas não corrigem a causa da instabilidade da prótese, devendo sempre fazer parte de um plano de tratamento direcionado e definitivo.
O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação completa para entender o grau da lesão, o perfil do paciente e definir o melhor tratamento, cirúrgico ou não, com tecnologias como reabilitação personalizada, terapia biológica e protocolos avançados de recuperação.
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