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Patela bipartida: o que significa ter a patela dividida em duas partes?

A patela bipartida é uma variação anatômica em que a patela, osso localizado na parte da frente do joelho e também conhecido como rótula, apresenta duas partes ósseas que não se uniram completamente durante o desenvolvimento do corpo. Na maioria das pessoas, essa característica não causa sintomas e pode ser descoberta por acaso em uma radiografia. O principal desafio aparece quando existe dor ou quando o exame é realizado depois de um trauma, pois a imagem pode ser confundida com uma fratura da patela. Por isso, o contexto da lesão, o exame físico e a avaliação cuidadosa das imagens são fundamentais para determinar se existe apenas uma alteração anatômica ou uma lesão que precisa de tratamento.

Entender essa diferença é especialmente importante porque encontrar duas partes ósseas na patela não significa automaticamente que o joelho está quebrado. Ao mesmo tempo, não é adequado assumir que toda separação visível seja apenas uma característica de nascimento, principalmente quando o paciente sofreu uma queda, pancada direta, acidente ou lesão esportiva recente.

O que significa ter a patela dividida em duas partes?

A patela é o maior osso sesamoide do corpo humano. Ela está localizada na região anterior do joelho e participa diretamente do chamado mecanismo extensor, conjunto formado principalmente pelo músculo quadríceps, tendão do quadríceps, patela e tendão patelar.

Essa estrutura ajuda a aumentar a eficiência do quadríceps quando a pessoa estende o joelho. Também participa da distribuição das forças que passam pela articulação durante atividades como caminhar, correr, subir escadas, agachar e levantar-se de uma cadeira.

Durante o desenvolvimento infantil, a patela se forma a partir de centros de ossificação que, normalmente, se unem progressivamente. Em algumas pessoas, um desses centros permanece separado do restante da patela. Entre o fragmento acessório e o corpo principal existe uma região de tecido que pode apresentar características fibrocartilaginosas.

É justamente essa persistência de um centro de ossificação separado que produz a aparência de uma patela formada por duas partes.

Portanto, não se trata necessariamente de um osso que quebrou e deixou de consolidar. Em muitos pacientes, essa configuração existe desde o desenvolvimento ósseo e acompanha a pessoa durante toda a vida sem provocar qualquer problema.

Estudos descrevem essa alteração em uma pequena parcela da população adulta, frequentemente sem sintomas. Ela também pode aparecer nos dois joelhos, o que pode ser uma informação útil durante a investigação diagnóstica.

A patela dividida é uma doença?

Na maioria das vezes, não.

Uma variação anatômica significa que determinada estrutura apresenta uma configuração diferente daquela encontrada na maior parte da população, mas continua podendo funcionar normalmente.

É possível, por exemplo, que uma pessoa tenha essa característica desde a infância, pratique esportes durante décadas, nunca tenha sentido dor na região anterior do joelho e descubra a alteração somente ao realizar uma radiografia depois de outro problema.

Nesse cenário, encontrar o fragmento na imagem não significa que ele precise ser tratado.

Esse ponto é importante porque o exame de imagem deve ser interpretado juntamente com os sintomas. Tratar apenas aquilo que aparece em uma radiografia, sem estabelecer relação entre a imagem e a queixa do paciente, pode levar a investigações ou intervenções desnecessárias.

A situação muda quando existe dor localizada exatamente sobre a região de separação entre os fragmentos, especialmente quando os sintomas aparecem após aumento importante da carga esportiva, movimentos repetitivos ou trauma.

Nesses casos, a variante anatômica pode tornar-se sintomática e merece avaliação específica.

Por que essa alteração pode ser confundida com uma fratura?

Essa provavelmente é uma das questões mais importantes na avaliação do problema.

Imagine um paciente que cai diretamente sobre o joelho durante uma partida de futebol. Ele chega ao atendimento com dor, dificuldade para caminhar e inchaço. Uma radiografia mostra uma linha separando um pequeno fragmento do restante da patela.

A primeira preocupação naturalmente pode ser uma fratura.

Entretanto, aquela imagem também pode corresponder a uma estrutura que já estava presente antes do acidente.

A diferenciação precisa considerar vários elementos ao mesmo tempo.

Uma patela formada dessa maneira costuma apresentar um fragmento localizado em regiões características, principalmente na porção superior e lateral da rótula. As margens desse fragmento geralmente apresentam aspecto mais regular e corticado, indicando que aquele osso teve tempo para se desenvolver daquela maneira.

Uma fratura recente, por outro lado, costuma apresentar características compatíveis com interrupção aguda do osso, e a localização da linha de fratura depende do mecanismo do trauma.

A aparência radiográfica, porém, não deve ser interpretada isoladamente.

História clínica, mecanismo do trauma, local exato da dor, presença de hematoma, edema, capacidade de movimentar o joelho e funcionamento do mecanismo extensor ajudam o ortopedista a construir o diagnóstico.

Essa distinção é importante porque uma verdadeira fratura da patela pode exigir imobilização e, dependendo do desvio dos fragmentos e do comprometimento do mecanismo extensor, até tratamento cirúrgico.

Como o ortopedista diferencia uma variação anatômica de uma fratura?

O diagnóstico começa antes dos exames.

O médico procura compreender quando a dor começou e o que aconteceu imediatamente antes dos sintomas.

Quando não houve trauma e a alteração aparece incidentalmente em uma radiografia, a possibilidade de uma variante anatômica assintomática costuma ganhar força.

Quando houve acidente, queda ou pancada direta, a investigação precisa ser mais cuidadosa.

Durante a consulta, algumas perguntas podem ser relevantes:

  1. Houve trauma direto sobre a frente do joelho?
  2. A dor começou imediatamente após o acidente?
  3. Existe inchaço importante?
  4. Há hematoma na região da patela?
  5. O paciente consegue apoiar o peso sobre a perna?
  6. É possível estender o joelho ativamente?
  7. A dor está exatamente sobre o fragmento observado na imagem?
  8. Existiam dores anteriores semelhantes?
  9. Houve aumento recente da intensidade dos treinamentos?

O exame físico também avalia a localização da sensibilidade, estabilidade da patela, mobilidade, força muscular e funcionamento do aparelho extensor.

Em determinadas situações, comparar os dois joelhos radiograficamente pode ajudar. Como essa característica pode ocorrer bilateralmente, identificar uma configuração semelhante no joelho sem sintomas fornece uma informação adicional ao médico, embora a avaliação nunca dependa apenas desse achado.

Quais exames podem ser solicitados?

A radiografia costuma ocupar uma posição importante na investigação inicial.

Ela permite observar a estrutura óssea da patela, localização do fragmento, características das margens e presença de outras alterações.

Diferentes incidências radiográficas podem fornecer informações complementares. Dependendo do caso, o médico pode solicitar imagens do outro joelho para comparação.

A radiografia continua tendo grande utilidade na investigação de traumas porque permite identificar rapidamente diversas lesões ósseas. Isso também acontece na avaliação de outras condições traumáticas do joelho, em que o RX ajuda a excluir ou identificar fraturas antes de exames mais complexos.

Quando permanecem dúvidas ou quando é necessário entender melhor os tecidos ao redor do fragmento, a ressonância magnética e a tomografia podem ser consideradas.

Elas permitem analisar edema ósseo, cartilagem, tendões, ligamentos e tecidos moles, além da região de união entre o fragmento acessório e o restante da patela.

A presença de edema próximo dessa interface, quando compatível com os sintomas e o exame clínico, pode ajudar a demonstrar que aquela região está participando do quadro doloroso.

Nenhum exame deve ser escolhido apenas porque é mais sofisticado. O ortopedista decide qual método realmente pode acrescentar informações relevantes para cada situação.

Existem tipos diferentes dessa alteração?

Historicamente, uma das classificações mais conhecidas é a classificação de Saupe, baseada na localização do fragmento acessório.

Ela descreve três padrões principais:

  1. Tipo I, com fragmento na região inferior da patela.
  2. Tipo II, com fragmento na margem lateral.
  3. Tipo III, com fragmento na região superolateral.

O terceiro padrão é de longe o mais frequentemente descrito.

Entretanto, a própria classificação passou a ser discutida ao longo dos anos. Estudos posteriores questionaram se alguns casos classificados historicamente como tipo I realmente representariam o mesmo processo de formação encontrado nos outros tipos.

Por isso, essa classificação pode ajudar na descrição radiológica e na comunicação médica, mas não deve ser interpretada como uma regra isolada para determinar sintomas ou tratamento.

Quando a patela em duas partes pode causar dor?

A maioria das pessoas não apresenta sintomas.

Quando ocorre dor, ela pode estar relacionada à sobrecarga mecânica da região que conecta o fragmento acessório ao restante da patela.

Esse quadro pode surgir principalmente em pessoas fisicamente ativas, adolescentes, adultos jovens ou atletas submetidos a movimentos repetitivos do mecanismo extensor.

Corrida, futebol, saltos, mudanças rápidas de direção, agachamentos, exercícios com grande flexão do joelho e esportes com impacto podem aumentar a demanda sobre a região.

Alguns pacientes relatam que conseguem realizar atividades cotidianas normalmente, mas sentem dor depois de treinos intensos. Outros percebem desconforto ao realizar movimentos repetitivos envolvendo extensão do joelho.

Também pode acontecer de uma característica que permaneceu silenciosa durante anos tornar-se dolorosa depois de uma pancada direta. Nesse cenário, o trauma não necessariamente criou o fragmento. Ele pode ter provocado irritação ou alteração na interface de uma estrutura que já existia anteriormente.

Por isso, a frase “apareceu depois do trauma” precisa ser interpretada com cuidado. Os sintomas podem ter aparecido naquele momento, enquanto a configuração anatômica já estava presente havia muitos anos.

Como costuma ser a dor quando a alteração é sintomática?

Não existe uma intensidade única:

  • Em quadros leves, a pessoa pode sentir apenas um incômodo localizado após atividades mais intensas, com melhora durante períodos de redução da carga.
  • Em situações moderadas, a dor pode começar a interferir em corrida, academia, futebol ou outros esportes. Atividades que exigem repetidamente o quadríceps podem ficar desconfortáveis.
  • Nos casos persistentes, o paciente pode apresentar dor recorrente, sensibilidade localizada e limitação para realizar determinadas atividades.

É importante lembrar que dor na frente do joelho possui várias possíveis causas. Uma pessoa que apresenta essa alteração radiográfica também pode ter outra condição responsável pelos sintomas, como sobrecarga patelofemoral, tendinopatia, lesões de cartilagem ou alterações no movimento da patela.

A condromalácia patelar, por exemplo, também pode provocar dor anterior no joelho e desconforto durante atividades envolvendo flexão da articulação. Por isso, encontrar um fragmento ósseo não encerra a investigação.

Dor ao subir escadas pode estar relacionada?

Pode existir dor para subir escadas em pacientes sintomáticos, mas esse sintoma está longe de ser específico dessa alteração. Subir e descer degraus aumenta a demanda sobre a articulação patelofemoral e sobre o mecanismo extensor do joelho. Consequentemente, diversas condições podem produzir uma queixa semelhante.

O paciente pode relatar dor ao subir escadas, agachar, levantar-se após permanecer sentado ou realizar exercícios de academia. O papel da avaliação médica é identificar qual estrutura realmente está originando o desconforto.

Isso é particularmente importante porque a dor no joelho ao subir escadas também pode estar associada a condropatias, alterações musculares, problemas do tendão patelar e outras condições da articulação.

O diagnóstico não deve ser feito apenas pelo tipo de movimento que desencadeia a dor.

Um trauma pode tornar essa alteração sintomática?

Sim.

Um impacto direto sobre a patela ou uma contração intensa do quadríceps pode aumentar o estresse sobre a região de união do fragmento. Esse tipo de situação é especialmente relevante em esportes.

Jogadores de futebol, praticantes de artes marciais, corredores, atletas de modalidades com salto e pessoas que realizam treinamentos de alta intensidade podem submeter o joelho a cargas repetidas.

Depois de um episódio traumático, pode existir dor exatamente sobre o fragmento acessório. Novamente, surge o desafio diagnóstico: o médico precisa determinar se houve apenas irritação da interface preexistente, separação traumática do fragmento ou uma verdadeira fratura em outra região da patela.

Quem pratica esporte também pode apresentar simultaneamente outras estruturas lesionadas. Meniscos, ligamentos, cartilagem, tendões e osso podem sofrer alterações após determinados mecanismos de trauma.

Por isso, a investigação de lesões no joelho do atleta considera o mecanismo da lesão e todas as estruturas potencialmente envolvidas, não apenas o primeiro achado observado na imagem.

Existe relação com luxação da patela?

São condições diferentes.

A patela dividida em duas partes está relacionada ao desenvolvimento e à ossificação do osso. A luxação ocorre quando a patela perde sua posição normal em relação ao fêmur.

Uma pessoa pode apresentar características anatômicas diferentes na articulação patelofemoral sem necessariamente sofrer luxações. Da mesma forma, pacientes com instabilidade patelar podem nunca apresentar um fragmento acessório.

Entretanto, como diferentes problemas da articulação patelofemoral podem produzir dor na região anterior do joelho, é importante avaliar alinhamento, estabilidade e movimento da patela durante a consulta.

Pacientes que relatam sensação de que a rótula saiu do lugar, episódios de deslocamento lateral ou insegurança durante determinados movimentos precisam ser investigados especificamente para luxação da patela e instabilidade patelofemoral.

Toda patela dividida precisa de tratamento?

Não.

Quando a alteração é descoberta incidentalmente e não provoca sintomas, normalmente não existe motivo para tratar exclusivamente a imagem. O paciente pode continuar suas atividades de acordo com a orientação profissional e com a condição geral do joelho.

O cenário muda quando existe associação clara entre o fragmento e sintomas persistentes. Nesses casos, inicialmente costuma-se considerar tratamento conservador.

O objetivo não é simplesmente fazer desaparecer a característica anatômica, mas controlar os sintomas, recuperar a função e permitir que o joelho tolere adequadamente as atividades necessárias para aquela pessoa.

A escolha do tratamento depende de fatores como idade, atividade física, intensidade da dor, duração do quadro, tipo de esporte, exame físico e características encontradas nos exames.

Como é o tratamento da patela bipartida sem cirurgia?

Quando a patela bipartida provoca sintomas, mas não existem sinais que indiquem necessidade de cirurgia, o tratamento costuma começar com medidas voltadas para reduzir a sobrecarga da região, controlar a dor e recuperar progressivamente a função do joelho.

Dependendo da intensidade dos sintomas, do nível de atividade física e de outras alterações identificadas durante a avaliação, o tratamento pode incluir:

  • Modificação temporária das atividades: corrida, saltos, agachamentos profundos e outros movimentos que aumentam a dor podem ser reduzidos por um período. Isso não significa interromper toda atividade física, mas ajustar volume, intensidade e frequência de acordo com a resposta do joelho.
  • Fisioterapia e fortalecimento muscular: a reabilitação pode trabalhar quadríceps, glúteos, musculatura do quadril, mobilidade e controle dos movimentos. Para atletas, o programa pode evoluir gradualmente para corrida, saltos, mudanças de direção e movimentos específicos do esporte.
  • Controle da dor e da inflamação: algumas medidas podem ser utilizadas para aliviar os sintomas durante o período de recuperação. Medicamentos, quando necessários, devem ser orientados pelo médico de acordo com o quadro clínico e possíveis contraindicações.
  • Ajuste da carga esportiva: quando a dor aparece principalmente durante exercícios ou esportes, pode ser necessário revisar volume de treino, frequência, intensidade e determinados movimentos que estejam aumentando a sobrecarga no joelho.
  • Terapia por ondas de choque: não é indicada simplesmente pela presença da patela bipartida. Entretanto, pode fazer parte do tratamento quando existem condições associadas, como determinadas tendinopatias ao redor do joelho, e o ortopedista identifica indicação para o procedimento.
  • Infiltrações no joelho: podem ser consideradas em situações específicas, principalmente quando existem alterações articulares ou de cartilagem associadas. Esses procedimentos não têm como objetivo unir as duas partes da patela e sua indicação depende do diagnóstico encontrado na avaliação.
  • PRP, ou plasma rico em plaquetas: pode ser utilizado em determinadas lesões musculoesqueléticas e condições do joelho. Assim como outros tratamentos minimamente invasivos, sua indicação depende da estrutura envolvida e não ocorre automaticamente pela presença da patela bipartida.

Um atleta que sente dor somente depois de um grande volume de saltos pode precisar principalmente de ajuste de carga e reabilitação. Já uma pessoa com dor persistente e outras alterações associadas pode precisar de uma estratégia diferente.

Por isso, tratamentos como infiltrações, PRP e ondas de choque devem ser considerados de acordo com a origem dos sintomas e com as estruturas envolvidas. Antes de definir a melhor abordagem, é importante confirmar se o fragmento da patela realmente está relacionado à dor.

Da mesma forma, permanecer completamente em repouso por longos períodos nem sempre é necessário e pode favorecer perda de força e condicionamento. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por um ortopedista, principalmente quando existe dor persistente, inchaço, limitação funcional ou dificuldade para retornar às atividades.

Quando a cirurgia pode ser considerada?

Quando a patela bipartida apresenta indicação cirúrgica, o procedimento é definido por um cirurgião ortopedista especialista em joelho de acordo com o tamanho, a localização e a estabilidade do fragmento, além da relação dessa alteração com o mecanismo extensor do joelho.

O Dr. Carlos Vinícius é cirurgião ortopedista especialista em joelho e avalia qual técnica é mais adequada para cada paciente. Entre os procedimentos cirúrgicos que podem ser realizados estão:

  • Excisão do fragmento da patela bipartida: consiste na retirada do fragmento acessório quando ele é pequeno, sintomático e sua remoção não compromete de forma relevante a função da patela.
  • Fixação do fragmento: em fragmentos maiores ou em situações nas quais sua preservação é importante para a anatomia e para o mecanismo extensor, o cirurgião pode optar pela fixação do fragmento ao restante da patela.
  • Osteossíntese da patela bipartida: pode ser realizada com materiais de fixação apropriados para promover estabilidade e favorecer a consolidação entre os segmentos ósseos.
  • Liberação ou tratamento do retináculo lateral: em casos específicos, quando existe tensão excessiva dos tecidos laterais sobre o fragmento, o cirurgião pode associar procedimentos sobre o retináculo para reduzir a tração local.
  • Desinserção ou reinserção parcial do vasto lateral: em algumas configurações anatômicas, especialmente quando o fragmento está localizado na região superolateral da patela, o cirurgião pode precisar abordar a inserção do músculo vasto lateral para diminuir a tensão sobre o fragmento.
  • Tratamento de alterações da cartilagem associadas: caso o cirurgião identifique desgaste, irregularidades ou lesões condrais relacionadas à área da patela bipartida, essas alterações podem ser tratadas durante o mesmo procedimento.
  • Artroscopia associada: em determinados pacientes, o cirurgião pode utilizar a artroscopia para avaliar o restante da articulação e identificar outras alterações que estejam contribuindo para dor, estalos ou limitação funcional.

A cirurgia da patela bipartida, portanto, não se resume a uma única técnica. O cirurgião de joelho pode optar pela retirada do fragmento, pela sua fixação ou pela associação de procedimentos nos tecidos ao redor, conforme as características anatômicas e funcionais de cada caso.

O Dr. Carlos Vinícius, cirurgião ortopedista especialista em joelho, realiza a avaliação cirúrgica considerando o tamanho do fragmento, sua localização, estabilidade, relação com o tendão do quadríceps e o retináculo, nível de atividade física e presença de lesões associadas.

Conclusão

Ter patela bipartida significa apresentar uma patela formada por duas porções ósseas que não se uniram completamente durante o desenvolvimento. Na maior parte das pessoas, isso representa apenas uma variação anatômica e pode permanecer sem sintomas durante toda a vida.

O cuidado maior surge quando essa característica é descoberta após um trauma ou em uma pessoa com dor anterior no joelho. Nessas situações, pode existir um verdadeiro desafio para diferenciar uma alteração preexistente de uma fratura recente ou determinar se o próprio fragmento se tornou sintomático.

A localização e o aspecto das margens do fragmento fornecem informações importantes, mas o diagnóstico não deve depender apenas da radiografia. História do trauma, local da dor, exame físico, capacidade de estender o joelho e outros exames, quando necessários, fazem parte da avaliação.

Da mesma forma, encontrar duas partes na patela não significa automaticamente que seja necessário tratamento. Quando não existem sintomas relacionados, muitas vezes nenhuma intervenção específica é necessária. Quando existe dor persistente, o tratamento deve ser definido individualmente, começando frequentemente por controle de carga e reabilitação e reservando procedimentos cirúrgicos para situações selecionadas.

Em caso de trauma recente, dor persistente, inchaço, perda de força, dificuldade para caminhar, limitação dos movimentos ou piora progressiva, a avaliação de um ortopedista é importante para esclarecer a origem dos sintomas e definir a conduta adequada para cada joelho.

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O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação completa para entender o grau da lesão, o perfil do paciente e definir o melhor tratamento, cirúrgico ou não, com tecnologias como reabilitação personalizada, terapia biológica e protocolos avançados de recuperação.

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Dr. Carlos Vinicius Ortopedista SP

Sobre o Dr. Carlos Vinícius

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo. Formado há mais de 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP.

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Dr. Carlos Vinícius

Ortopedista e Cirurgião do Joelho | CRM-SP 140.189 | TEOT 13.130
Doutor em Ciências da Cirurgia pela UNICAMP, especialista em Cirurgia do Joelho pela USP e com treinamento em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

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