Em algum momento da vida, quase todo mundo vai enfrentar uma dificuldade para caminhar. Pode ser depois de uma cirurgia, uma queda, uma lesão esportiva, uma crise de dor no joelho ou simplesmente pelo avanço da idade. Quando isso acontece, surge uma dúvida muito comum: qual dispositivo de apoio devo usar? Andador, muleta ou bengala?
Essa escolha parece simples, mas não é. Usar o dispositivo errado pode gerar mais dor, piorar a postura, sobrecarregar outras articulações e até aumentar o risco de quedas. Por isso, entender quando e qual utilizar é fundamental para uma recuperação segura e eficiente.
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TogglePor que os dispositivos de apoio são tão importantes?
Os dispositivos de apoio à marcha existem para reduzir riscos e proteger o corpo. Quando uma pessoa sente dor ou instabilidade ao caminhar, o corpo começa a compensar automaticamente. Ela muda a forma de andar, sobrecarrega o outro lado, inclina o tronco e força articulações que não deveriam estar trabalhando tanto.
Com o tempo, isso pode gerar novos problemas, como dor na coluna, no quadril, nos ombros ou até quedas. O dispositivo entra justamente para quebrar esse ciclo.
Eles ajudam a:
- Distribuir melhor o peso do corpo
- Reduzir a carga sobre a perna dolorida ou fraca
- Melhorar o equilíbrio
- Aumentar a confiança ao caminhar
- Manter a independência no dia a dia
Em vez de limitar, o dispositivo amplia a capacidade de movimento com segurança.
O que são dispositivos de auxílio à marcha?
São equipamentos criados para ajudar pessoas que apresentam dificuldade parcial ou total para caminhar. Eles funcionam como pontos extras de apoio, substituindo ou complementando a função das pernas em momentos de dor, fraqueza ou instabilidade.
Os três principais são:
- Andador
- Muleta
- Bengala
Cada um tem uma função específica e um nível diferente de suporte.
Diferença entre andador, muleta e bengala
A principal diferença está na quantidade de apoio oferecido.
O andador oferece o maior suporte possível. Ele cria uma base ampla e estável, ideal para quem tem muito medo de cair ou dificuldade severa para caminhar.
A muleta oferece um suporte intermediário. Ela permite descarregar o peso de uma perna, mantendo boa mobilidade.
A bengala oferece o menor nível de suporte. Seu papel principal é melhorar o equilíbrio e dar segurança, não sustentar peso.
Apesar das diferenças, todos esses dispositivos requerem que os membros superiores (ombros, mãos, braços) estejam funcionando adequadamente, pois eles suportarão parte do peso que deveria ser suportado pelas pernas.
O que é um andador e como ele funciona
O andador é um equipamento que envolve a pessoa pela frente, sendo utilizado com as duas mãos. Ele cria uma base estável que ajuda a manter o corpo equilibrado durante o caminhar.
É como se o chão ficasse mais “largo”, diminuindo as chances de perda de equilíbrio.
Principais tipos de andador
Andador fixo: Não possui rodas. Precisa ser levantado a cada passo. É o mais estável, mas também o que exige mais esforço dos braços.
Andador articulado: Permite mover um lado de cada vez. Facilita o caminhar sem perder tanta estabilidade.
Andador com rodas: Pode ter duas ou quatro rodas. Exige menos esforço e permite um caminhar mais fluido, indicado para quem já tem um pouco mais de controle corporal.
Quando o andador é indicado
O andador costuma ser indicado quando a pessoa:
- Tem grande dificuldade para caminhar
- Apresenta alto risco de quedas
- Está em pós-operatório recente
- Possui fraqueza muscular importante
- Tem doenças neurológicas que afetam o equilíbrio
Vantagens e limitações do andador
Vantagens:
- Máxima estabilidade
- Maior sensação de segurança
- Ideal para fases iniciais da recuperação
Limitações:
- Menor agilidade
- Dificuldade em escadas
- Pode ocupar mais espaço em casa
O que é a muleta
A muleta é um dispositivo que permite transferir parte do peso do corpo para os braços. Ela é muito usada quando uma das pernas não pode receber carga total, seja por dor, cirurgia ou lesão.
Tipos de muleta
Muleta axilar: A mais conhecida. Apoia na axila e é comum em fraturas e lesões temporárias.
Muleta canadense: Apoia no antebraço. Oferece melhor controle, postura mais adequada e é indicada para uso prolongado.
Quando a muleta é a melhor escolha
A muleta é indicada quando:
- Apenas uma perna está comprometida
- A pessoa tem bom equilíbrio
- Existe força adequada nos braços
- Há necessidade de mobilidade maior
Benefícios e cuidados no uso da muleta
Benefícios:
- Boa mobilidade
- Redução da carga sobre a perna lesionada
- Facilita o retorno gradual às atividades
Cuidados importantes:
- Ajustar corretamente a altura
- Evitar apoiar peso excessivo nas axilas
- Manter postura ereta ao caminhar
- Atenção para quedas por escorregão
O que é a bengala
A bengala é um dispositivo de apoio leve. Ela não foi criada para sustentar peso significativo, mas sim para melhorar o equilíbrio e oferecer mais segurança. A bengala reduzi sim o peso sobre o lado afetado, mas é inferior à capacidade de reduzir peso dos demais dispositivos.
Tipos de bengala
Bengala simples: Possui um único ponto de apoio. Indicada para leves instabilidades.
Bengala de quatro pontas: Oferece maior base de sustentação e mais estabilidade.
Quando a bengala é indicada
A bengala é indicada quando:
- Existe leve desequilíbrio
- Há dor moderada ao caminhar
- A pessoa sente insegurança em ambientes externos
Vantagens e limitações da bengala
Vantagens:
- Leve e fácil de transportar
- Discreta
- Boa para uso prolongado
Limitações:
- Pouco suporte de peso
- Não indicada para instabilidade importante
Como escolher entre andador, muleta ou bengala
A escolha deve levar em conta:
- Intensidade da dor
- Grau de equilíbrio
- Força muscular
- Tipo de lesão
- Fase da recuperação
De forma geral, quanto maior a dificuldade para caminhar, maior deve ser o nível de suporte.
A importância da avaliação profissional
Um profissional avalia marcha, postura, força e equilíbrio. Isso evita escolhas erradas que podem gerar novas dores ou atrasar a recuperação.
Erros comuns no uso desses dispositivos
- Altura incorreta
- Uso no lado errado (ex.: usar a bengala no lado esquerdo ao invés do direito)
- Postura curvada
- Dependência prolongada sem reavaliação
Ajuste correto de altura e postura
O cotovelo deve ficar levemente flexionado, com os ombros relaxados. Um ajuste inadequado pode gerar dor nos ombros e na coluna.
Dispositivos de apoio e qualidade de vida
Quando bem utilizados, esses dispositivos devolvem autonomia. A pessoa volta a sair, caminhar, trabalhar e socializar com mais segurança.
No início, pode existir resistência. Com o tempo, a maioria percebe que o dispositivo não limita. Ele protege e amplia a liberdade.
Andador, muleta e bengala têm funções diferentes e momentos certos para serem utilizados. Escolher corretamente é um passo essencial para caminhar com segurança, reduzir dor e preservar a qualidade de vida. O apoio certo no momento certo faz toda a diferença.
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A dificuldade para caminhar precisa de avaliação individualizada, pois pode envolver dor, fraqueza ou desequilíbrio. Nesses casos, andador, muleta ou bengala ajudam a dar mais segurança, reduzir o risco de quedas e aliviar a sobrecarga nas articulações, sem tratar a causa do problema, devendo ser escolhidos após orientação profissional.
O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação completa para entender o grau da lesão, o perfil do paciente e definir o melhor tratamento, cirúrgico ou não, com tecnologias como reabilitação personalizada, terapia biológica e protocolos avançados de recuperação.
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