cisto-subcondral-no-joelho

Cisto subcondral no joelho: o que são os “geodos” que aparecem na ressonância?

O cisto subcondral no joelho, também chamado de geodo, é uma alteração que se forma no osso localizado logo abaixo da cartilagem articular e aparece principalmente em articulações afetadas pela artrose. Essas cavidades estão relacionadas a alterações da qualidade e da vitalidade do osso subcondral, aumento do remodelamento ósseo, microlesões e áreas de reabsorção do tecido ósseo. Em alguns pacientes, podem coexistir com edema da medula óssea, perda de cartilagem, esclerose do osso e outras manifestações do desgaste articular. A presença de um geodo na ressonância não significa automaticamente que uma cirurgia será necessária. O tratamento depende da intensidade da dor, da localização da alteração, do estágio da artrose, da condição do restante da articulação e do impacto dos sintomas na vida do paciente.

É comum uma pessoa realizar uma ressonância magnética por causa de dor no joelho e encontrar no laudo expressões como “cisto subcondral”, “formação geódica”, “alteração cística subcondral” ou “geodo”. Apesar do nome, essas alterações não são necessariamente cistos verdadeiros. Muitas delas correspondem a cavidades que se desenvolvem dentro de um osso submetido a um processo anormal de remodelamento.

Na artrose, portanto, não é somente a cartilagem que está envolvida. O osso localizado abaixo dela também pode adoecer, sofrer alterações de carga, microdanos, redução da qualidade de sua estrutura e intenso processo de reabsorção e reconstrução. É nesse contexto que os geodos podem surgir.

O que é o osso subcondral do joelho?

Para compreender o geodo, primeiro é importante conhecer a região em que ele aparece.

As extremidades do fêmur e da tíbia que participam do movimento do joelho são revestidas por cartilagem articular. Essa cartilagem permite que as superfícies deslizem com baixo atrito e participa da distribuição das forças que atravessam a articulação.

Logo abaixo dela encontra-se o chamado osso subcondral.

Esse osso não é apenas uma estrutura rígida de sustentação. Ele participa ativamente da absorção e transmissão de cargas entre a cartilagem e o restante do esqueleto.

Cartilagem e osso subcondral funcionam, portanto, como uma unidade.

Quando existe perda ou alteração importante da cartilagem, o osso abaixo dela passa a receber forças diferentes. Da mesma forma, alterações do osso subcondral também podem interferir na condição da cartilagem.

Para entender essa relação, vale aprofundar a função da cartilagem do joelho e sua proximidade com o osso subcondral.

Na artrose, essa unidade pode sofrer várias modificações ao mesmo tempo, incluindo:

  • perda progressiva da cartilagem;
  • alteração da distribuição das cargas;
  • microfraturas ósseas;
  • aumento do remodelamento do osso;
  • edema da medula óssea;
  • esclerose subcondral;
  • formação de osteófitos;
  • áreas de reabsorção óssea;
  • formação de geodos.

Por isso, observar somente a espessura da cartilagem não é suficiente para compreender tudo o que está acontecendo em um joelho com artrose.

Por que os geodos aparecem na artrose?

Os geodos estão fortemente associados à artrose e ao processo de remodelamento anormal do osso subcondral.

Uma das explicações para sua formação envolve justamente a perda de qualidade e vitalidade de determinadas regiões do osso submetidas durante muito tempo a um ambiente mecânico desfavorável.

Quando a cartilagem perde sua capacidade normal de distribuir a carga, determinadas áreas do osso subcondral passam a receber pressões maiores. Podem surgir microdanos, redução da perfusão local, sofrimento dos osteócitos (células ósseas) e regiões de tecido ósseo comprometido.

O organismo inicia então um processo de remodelamento.

As células responsáveis pela reabsorção do tecido ósseo, chamadas osteoclastos, removem parte desse osso danificado. Quando a reabsorção ocorre de maneira intensa em uma região já estruturalmente comprometida, pode permanecer uma cavidade no interior do osso.

Essa cavidade pode participar da formação do chamado geodo.

Isso ajuda a explicar por que é possível compreender determinadas formações císticas da artrose como resultado de um processo em que o organismo reabsorve tecido ósseo comprometido ou com menor vitalidade enquanto tenta remodelar a região.

Entretanto, esse mecanismo não explica todos os casos.

Atualmente, existem diferentes hipóteses que provavelmente se complementam. Além da reabsorção do osso após microdanos e alterações de vitalidade, pesquisadores também descrevem a possibilidade de pequenas falhas na região entre cartilagem e osso permitirem a entrada de líquido sinovial no tecido subcondral.

Outra hipótese envolve microfraturas repetitivas provocadas pela distribuição inadequada das forças dentro da articulação.

Na prática, a formação dos geodos provavelmente resulta da interação entre fatores mecânicos e biológicos, incluindo remodelamento ósseo, alterações circulatórias locais, microfraturas, reabsorção e, em alguns casos, entrada de líquido proveniente da articulação.

Geodo significa que o osso está necrosado?

Não necessariamente. A presença de um geodo não deve ser interpretada automaticamente como necrose óssea extensa.

Alterações na vascularização, sofrimento de osteócitos e regiões de menor vitalidade podem participar de alguns mecanismos envolvidos na formação dos cistos subcondrais, mas o processo é mais complexo.

Na artrose existe aumento do metabolismo e do remodelamento do osso subcondral. Em uma mesma região podem existir áreas de reabsorção, formação de osso novo, esclerose, microdanos e alterações da medula óssea.

Por esse motivo, o resultado de uma ressonância precisa sempre ser interpretado juntamente com:

  • idade do paciente;
  • intensidade e localização da dor;
  • exame físico;
  • estágio da artrose;
  • presença de edema ósseo;
  • estado da cartilagem;
  • alinhamento do membro;
  • condição dos meniscos;
  • condição dos ligamentos;
  • tamanho e localização do geodo.

O laudo isoladamente não define a gravidade clínica do problema.

Cisto subcondral e edema ósseo são a mesma coisa?

Não. São alterações diferentes, embora possam aparecer próximas uma da outra e estar relacionadas ao mesmo processo de sobrecarga do osso.

O edema ósseo, frequentemente descrito na ressonância como lesão da medula óssea ou alteração de sinal da medula, indica uma região em que o tecido está reagindo a alguma agressão.

Pode estar associado a sobrecarga mecânica, microfraturas, artrose, trauma, alterações degenerativas ou outras condições.

Já o geodo representa uma alteração de arquitetura do próprio osso, formando uma cavidade.

Um paciente pode apresentar:

  • edema ósseo sem geodo;
  • geodo sem edema importante ao redor;
  • edema e geodo simultaneamente.

Essa diferenciação é relevante porque algumas das terapias direcionadas ao osso subcondral são estudadas principalmente em pacientes com lesões da medula óssea sintomáticas e não simplesmente em qualquer pessoa que apresente um pequeno geodo incidental na ressonância.

Todo cisto subcondral no joelho causa dor?

Não. Um geodo pode ser encontrado em uma ressonância e não ser a principal origem da dor do paciente.

Isso acontece porque a artrose pode afetar várias estruturas simultaneamente.

A dor pode estar relacionada ao próprio osso subcondral, mas também pode envolver membrana sinovial, cápsula articular, meniscos, ligamentos, tendões e músculos.

Além disso, a intensidade das alterações vistas nos exames nem sempre acompanha proporcionalmente a intensidade dos sintomas.

Existem pessoas com alterações degenerativas importantes que continuam realizando várias atividades sem dor significativa. Outras apresentam limitação relevante mesmo com alterações radiológicas menos extensas.

Quando existe comprometimento subcondral sintomático, algumas queixas possíveis são:

  • dor ao apoiar o peso sobre o joelho;
  • dor durante caminhadas prolongadas;
  • dificuldade para subir ou descer escadas;
  • desconforto ao permanecer muito tempo em pé;
  • dor após atividades de maior impacto;
  • rigidez depois de períodos de repouso;
  • redução progressiva da tolerância às atividades;
  • inchaço após esforço.

Nos quadros leves, a pessoa pode sentir desconforto apenas depois de atividades mais intensas.

Nos moderados, atividades cotidianas como caminhar, levantar da cadeira e utilizar escadas podem começar a provocar sintomas.

Quando a dor se torna persistente, aparece durante atividades simples, limita a mobilidade ou interfere no sono, uma avaliação ortopédica é especialmente importante.

O geodo significa que a artrose está avançada?

Nem sempre, mas sua presença pode indicar que o osso subcondral já participa do processo degenerativo.

A artrose não deve ser entendida apenas como “cartilagem gasta”.

É uma doença de toda a articulação.

Além da cartilagem, podem ocorrer alterações nos meniscos, osso subcondral, membrana sinovial, cápsula, ligamentos e musculatura.

O conteúdo sobre artrose no joelho ajuda a compreender como essas estruturas podem ser afetadas simultaneamente.

O tamanho de um geodo isoladamente também não determina o estágio da doença.

Um pequeno cisto pode existir em um paciente ainda funcional, enquanto outro paciente pode apresentar artrose avançada com redução importante do espaço articular, deformidade e limitação funcional.

Por isso, o ortopedista costuma avaliar o conjunto do joelho e não apenas uma palavra presente no laudo da ressonância.

Como é feito o diagnóstico dos geodos no joelho?

A avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico.

O médico pode perguntar onde a dor ocorre, há quanto tempo começou, quais movimentos pioram os sintomas e quais atividades foram progressivamente abandonadas.

Também é importante investigar episódios anteriores de trauma, cirurgias, lesões meniscais ou ligamentares e alterações do alinhamento da perna.

Durante o exame físico, podem ser avaliados:

  • pontos dolorosos;
  • amplitude de movimento;
  • presença de derrame articular;
  • força muscular;
  • estabilidade ligamentar;
  • alinhamento;
  • marcha;
  • capacidade de apoiar o membro;
  • resposta a movimentos específicos.

Os exames de imagem complementam essa investigação.

Radiografia

A radiografia com apoio do peso corporal é muito importante para avaliação da artrose.

Ela pode mostrar redução do espaço articular, esclerose subcondral, osteófitos, alterações de alinhamento e alguns geodos, principalmente quando possuem tamanho suficiente para serem identificados pelo método.

Ressonância magnética

A ressonância permite uma avaliação mais detalhada.

Além das formações císticas, pode demonstrar:

  • edema da medula óssea;
  • lesões de cartilagem;
  • lesões meniscais;
  • alterações ligamentares;
  • derrame;
  • sinovite;
  • comprometimento do osso subcondral.

Entretanto, encontrar uma alteração não significa automaticamente que ela precisa ser tratada diretamente.

A correlação entre exame, sintomas e avaliação clínica é indispensável.

Como tratar um cisto subcondral no joelho?

O tratamento do cisto subcondral no joelho depende principalmente da intensidade dos sintomas, do tamanho e da localização do geodo, da presença de edema ósseo e, sobretudo, do estágio da artrose associada.

Por isso, o objetivo não é simplesmente fazer a cavidade desaparecer. É necessário entender o que está acontecendo com o osso subcondral e com toda a articulação para definir quais estratégias podem ajudar a reduzir a dor, melhorar a função e controlar os fatores que continuam sobrecarregando aquela região.

Entre as possibilidades que podem fazer parte do tratamento estão:

  • Fisioterapia e fortalecimento muscular: ajudam a melhorar a capacidade do joelho de suportar cargas, trabalhando principalmente quadríceps, musculatura do quadril e controle dos movimentos. Também podem ser associados ajustes temporários no volume e na intensidade das atividades.
  • Viscossuplementação com ácido hialurônico: pode ser considerada principalmente quando o geodo aparece associado à artrose. A aplicação é realizada dentro da articulação e pode fazer parte do controle da dor e da melhora da função em pacientes selecionados.
  • PRP e outros tratamentos biológicos: o plasma rico em plaquetas pode ser utilizado em determinados pacientes com artrose e alterações articulares associadas. A proposta é atuar sobre o ambiente inflamatório e biológico da articulação, sempre de acordo com a indicação médica.
  • Ondas de choque: podem ser incluídas em alguns protocolos de tratamento da artrose e de alterações do osso subcondral, especialmente quando existem dor e sinais de sofrimento ósseo. A indicação depende da localização e das características encontradas nos exames.
  • Injeções intraósseas com BMA, BMAC ou PRF: em casos selecionados, materiais derivados da medula óssea ou do próprio sangue do paciente podem ser aplicados diretamente no osso subcondral. Essas estratégias buscam atuar biologicamente na região comprometida e ainda possuem indicações específicas, com diferentes níveis de evidência científica.
  • Subcondroplastia: pode ser considerada quando existem alterações subcondrais dolorosas bem localizadas. O procedimento utiliza um substituto ósseo, geralmente à base de fosfato de cálcio, introduzido na região comprometida para proporcionar suporte enquanto ocorre o remodelamento do osso.
  • Denervação dos nervos geniculares: em determinados pacientes com artrose e dor persistente, o tratamento dos nervos responsáveis pela transmissão da dor pode ser utilizado como estratégia para controle dos sintomas. Ele não corrige diretamente o geodo, mas pode fazer parte de um planejamento voltado para redução da dor quando outras estruturas da articulação também estão comprometidas.
  • Osteotomia: quando existe desalinhamento do membro e concentração excessiva de carga em apenas uma região do joelho, a correção do eixo por meio de cirurgia chamada de osteotomia pode ser considerada em pacientes selecionados. O objetivo é redistribuir as forças que chegam à área comprometida.
  • Prótese parcial do joelho: pode ser uma opção quando a artrose está avançada, mas permanece predominantemente restrita a um único compartimento da articulação, ou seja, só uma área do joelho está afetada de maneira significativa
  • Prótese total do joelho: costuma ser reservada para situações em que existe artrose extensa, dor importante, perda de mobilidade e limitação das atividades apesar de outros tratamentos. Nesses casos, o geodo geralmente é apenas uma das alterações presentes em uma articulação já bastante comprometida.

Essas possibilidades não seguem necessariamente uma sequência fixa. Em alguns pacientes, fisioterapia e tratamentos intra-articulares podem ser suficientes. Em outros, o comprometimento predominante está no osso subcondral e pode justificar procedimentos mais direcionados, como terapias intraósseas ou subcondroplastia.

Já nos casos de artrose muito avançada, com grande perda de cartilagem, deformidade e comprometimento ósseo, tratamentos destinados apenas ao geodo podem não ser suficientes, e cirurgias como a prótese do joelho podem ser discutidos.

A escolha depende do exame físico, das radiografias, da ressonância magnética, do alinhamento do membro, da condição da cartilagem e do impacto da dor na rotina. Por isso, a presença de um cisto subcondral na ressonância deve ser interpretada pelo ortopedista dentro do contexto de toda a articulação.

O que é a subcondroplastia?

A subcondroplastia é um procedimento minimamente invasivo desenvolvido para tratar determinadas alterações dolorosas do osso subcondral.

Durante o procedimento, um substituto ósseo à base de fosfato de cálcio é colocado diretamente na região alterada do osso, geralmente com auxílio de métodos de imagem para determinar o ponto de aplicação.

A proposta é oferecer suporte mecânico temporário à área comprometida enquanto ocorre remodelamento ósseo.

A indicação deve ser criteriosa.

Ela tem sido estudada principalmente em pacientes com lesões subcondrais ou lesões da medula óssea associadas à dor, particularmente quando ainda existe possibilidade de preservação da articulação.

Não é uma alternativa universal à prótese de joelho.

Pacientes com deformidade importante, instabilidade ou artrose muito avançada podem não apresentar o perfil adequado para esse procedimento.

Revisões científicas recentes mostram resultados favoráveis para dor e função em pacientes selecionados, mas também ressaltam diferenças importantes entre os estudos e a necessidade de critérios adequados de indicação.

Injeções intraósseas com BMA podem ser utilizadas?

Em situações selecionadas, o osso subcondral também pode ser abordado por meio de terapias biológicas intraósseas.

Uma dessas possibilidades envolve o aspirado de medula óssea, conhecido pela sigla BMA.

Dependendo do protocolo, esse material pode passar por processamento e concentração, originando o BMAC, concentrado de aspirado de medula óssea.

A proposta não é simplesmente preencher o geodo.

O objetivo é atuar biologicamente na região subcondral comprometida, que pode apresentar inflamação, alterações celulares, edema, microlesões e remodelamento anormal.

Estudos clínicos vêm avaliando injeções de concentrado de medula óssea diretamente no osso subcondral de pacientes com artrose e lesões da medula óssea.

Um estudo publicado em 2026 observou melhora clínica e redução de alterações de medula óssea na ressonância após aplicação subcondral de BMAC. Entretanto, tratava-se de uma análise retrospectiva, portanto os próprios pesquisadores ressaltaram a necessidade de estudos randomizados e acompanhamento mais prolongado antes que conclusões definitivas sejam estabelecidas.

Existem também estudos prospectivos anteriores com resultados encorajadores, mas a indicação continua exigindo avaliação individualizada.

E a aplicação intraóssea de PRF?

Tratamentos derivados do sangue do próprio paciente também vêm sendo estudados como formas de abordar biologicamente o osso subcondral.

A maior parte da literatura clínica publicada atualmente sobre aplicações intraósseas no joelho envolve PRP ou preparações relacionadas, como plasma rico em fatores de crescimento.

Há estudos mostrando resultados favoráveis quando infiltrações intraósseas são associadas a aplicações intra-articulares em pacientes selecionados com artrose moderada ou avançada. Ao mesmo tempo, revisões científicas ainda destacam a necessidade de protocolos mais padronizados e pesquisas de longo prazo.

O PRF, ou fibrina rica em plaquetas, faz parte de outra geração de concentrados autólogos e pode ser considerado em protocolos biológicos específicos.

Entretanto, é importante fazer uma distinção: a evidência clínica disponível para PRF intraósseo especificamente no joelho é consideravelmente menor do que a literatura existente para PRP, PRGF e concentrados de medula óssea.

Assim, a utilização de PRF não deve ser apresentada como uma solução comprovada capaz de regenerar o osso ou reverter a artrose.

Quando indicada, deve fazer parte de uma estratégia individualizada, conduzida por profissional capacitado e baseada na condição estrutural da articulação, estágio da doença e características clínicas do paciente.

Esses tratamentos conseguem regenerar o joelho?

Não existe atualmente um tratamento capaz de reconstruir completamente uma articulação com artrose avançada e devolvê-la ao estado original.

Isso também precisa ser compreendido quando se fala em BMA, BMAC, PRP, PRF ou outros tratamentos biológicos.

Existem terapias com potencial para modificar o ambiente biológico da articulação, melhorar sintomas ou atuar sobre determinadas alterações do osso subcondral.

Isso é diferente de afirmar que a artrose foi revertida.

O conteúdo sobre possibilidade de reverter a artrose aprofunda justamente essa diferença entre controlar uma doença, melhorar sua função e reconstruir completamente tecidos já danificados.

Esse cuidado com as expectativas é importante porque resultados clínicos positivos não significam necessariamente regeneração estrutural completa.

Quando a prótese de joelho pode ser necessária?

Existem pacientes em que a alteração do osso subcondral faz parte de uma artrose já muito avançada.

Nesses casos, tratar somente o geodo pode não resolver o problema principal.

Quando existe destruição extensa da superfície articular, dor importante, deformidade, perda significativa de mobilidade e limitação das atividades cotidianas apesar de tratamentos anteriores, a artroplastia pode ser considerada.

A cirurgia substitui as superfícies articulares comprometidas por componentes protéticos.

Dependendo da extensão da artrose, pode ser indicada uma prótese parcial ou total.

A presença de um geodo isoladamente não é indicação de prótese.

A decisão depende do estado global da articulação e da incapacidade provocada pela doença.

Pacientes que desejam compreender essa possibilidade podem consultar o conteúdo sobre prótese total de joelho.

Em algumas pessoas, procedimentos voltados à preservação da articulação podem ser considerados antes. Em outras, principalmente quando a doença já compromete extensamente diferentes compartimentos do joelho, insistir em procedimentos menores pode apenas prolongar sintomas sem oferecer o benefício esperado.

Essa decisão precisa ser individualizada.

Quando procurar um ortopedista?

Uma alteração subcondral encontrada de maneira incidental pode não exigir uma intervenção específica.

Entretanto, uma avaliação especializada é recomendada principalmente quando existe:

  • dor que persiste ou aumenta progressivamente;
  • dificuldade crescente para caminhar;
  • limitação para subir ou descer escadas;
  • inchaço recorrente;
  • perda de mobilidade;
  • sensação de fraqueza;
  • dor durante atividades simples;
  • dor que começa a ocorrer em repouso;
  • trauma recente;
  • piora rápida dos sintomas.

O ortopedista poderá avaliar se o geodo realmente participa da origem da dor ou se existem outras alterações mais importantes na articulação.

Essa distinção evita tanto tratamentos desnecessários quanto atraso na abordagem de problemas que precisam de atenção.

Conclusão

O cisto subcondral no joelho, conhecido também como geodo, é uma alteração encontrada no osso situado abaixo da cartilagem e aparece frequentemente no contexto da artrose.

Sua formação está relacionada a um processo complexo de sobrecarga, microdanos, alteração da vitalidade do tecido ósseo, remodelamento e reabsorção do osso comprometido. Em alguns casos, microfraturas e entrada de líquido sinovial através da superfície articular também podem participar desse processo.

Por isso, o geodo deve ser entendido como parte de uma alteração do osso subcondral e não simplesmente como uma pequena “bolha” que surgiu dentro do joelho.

O tratamento depende da situação de cada paciente. Fisioterapia, fortalecimento, ajuste de cargas e manejo global da artrose continuam sendo importantes. Em pacientes selecionados, procedimentos direcionados ao osso, como subcondroplastia e aplicações intraósseas de BMA ou BMAC e derivados plaquetários, podem ser avaliados pelo especialista. Algumas dessas estratégias apresentam resultados promissores, mas não possuem o mesmo nível de evidência e não devem ser consideradas capazes de reverter a artrose.

Quando a articulação apresenta comprometimento muito avançado, dor incapacitante e perda importante da função, a prótese do joelho pode representar uma opção mais adequada.

A presença de um geodo na ressonância, portanto, não determina sozinha o tratamento. Dor persistente, inchaço, perda de movimento, redução da força ou piora progressiva devem motivar uma avaliação com ortopedista para que o exame seja interpretado dentro do contexto clínico e a estratégia mais adequada seja escolhida para cada paciente.

Agende sua consulta com o Dr. Carlos Vinícius!

O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação completa para entender o grau da lesão, o perfil do paciente e definir o melhor tratamento, cirúrgico ou não, com tecnologias como reabilitação personalizada, terapia biológica e protocolos avançados de recuperação.

Agende sua consulta agora mesmo.

 📍 Atendimento em São Paulo – Rua Borges Lagoa, 1083, cj 72

📞 (11) 5082-2132 / 93403-4003

📩 Agende diretamente pelo WhatsApp

Dr. Carlos Vinicius Ortopedista SP

Sobre o Dr. Carlos Vinícius

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo. Formado há mais de 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP.

Saiba mais

Foto de Dr. Carlos Vinícius

Dr. Carlos Vinícius

Ortopedista e Cirurgião do Joelho | CRM-SP 140.189 | TEOT 13.130
Doutor em Ciências da Cirurgia pela UNICAMP, especialista em Cirurgia do Joelho pela USP e com treinamento em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp
Telegram
LinkedIn