A cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é um procedimento muito realizado no mundo todo, principalmente em pessoas ativas e atletas. Apesar de a técnica cirúrgica ser bem estabelecida, o sucesso do tratamento não depende apenas da cirurgia em si. A recuperação envolve um processo biológico complexo, que inclui a cicatrização do enxerto, sua integração ao osso e a recuperação da função do joelho.
Nos últimos anos, as ondas de choque extracorpóreas passaram a ser utilizadas como um tratamento complementar para melhorar a recuperação após a cirurgia do LCA. Essa terapia pode trazer benefícios importantes, principalmente nas fases iniciais da reabilitação, ajudando o paciente a evoluir de forma mais confortável e funcional.
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TogglePor que a recuperação após a cirurgia do LCA pode ser difícil
Após a reconstrução do LCA, o novo ligamento não está “pronto” imediatamente. O enxerto passa por um processo chamado maturação, no qual ele precisa:
- Se integrar ao osso
- Desenvolver resistência mecânica de um ligamento
- Adaptar-se às cargas do dia a dia e do esporte
Durante esse período, é comum que o paciente apresente dor, rigidez, limitação de movimento e insegurança no joelho. Em alguns casos, essa evolução é mais lenta do que o esperado, o que pode atrasar o retorno às atividades e ao esporte.
O que são as ondas de choque extracorpóreas
As ondas de choque extracorpóreas são estímulos mecânicos ultrassônicos aplicados de forma controlada sobre os tecidos. Elas não são ondas elétricas e não causam cortes ou perfurações. Na prática, funcionam como um “estímulo biológico”, ativando processos naturais de recuperação do corpo.
Essas ondas promovem:
- Aumento da circulação local
- Estímulo à regeneração dos tecidos
- Modulação da inflamação
- Ativação de células envolvidas na cicatrização
Ondas de choque e integração do enxerto
A integração do enxerto é um dos fatores mais importantes para o sucesso da cirurgia do LCA. Se esse processo ocorre de forma lenta ou inadequada, o joelho pode permanecer instável ou doloroso.
Estudos mostram que as ondas de choque:
- Estimulam a atividade celular na região do enxerto
- Melhoram a qualidade da fixação entre enxerto e osso
- Favorecem um ambiente biológico mais saudável para a cicatrização
Na prática, isso significa um enxerto mais bem integrado e um joelho mais estável ao longo do tempo.
Ondas de choque e retorno ao esporte
Um estudo prospectivo controlado avaliou o impacto das ondas de choque no tempo de retorno ao esporte após a reconstrução do LCA com enxertos dos tendões isquiotibiais.
Resultados importantes
Os pacientes que receberam ondas de choque:
- Retornaram ao esporte com movimentos de pivô em média 27 semanas
- No grupo controle, esse retorno ocorreu apenas após aproximadamente 42 semanas
- Um número significativamente maior de pacientes voltou ao nível esportivo pré-lesão
Além disso, exames de ressonância magnética mostraram melhor maturação do enxerto no grupo tratado com ondas de choque, indicando um ligamento mais bem adaptado biologicamente.
Melhora da dor e da função no dia a dia
Um dos principais benefícios percebidos com o uso das ondas de choque extracorpóreas após a cirurgia do ligamento cruzado anterior é a redução da dor ao longo da recuperação. Com menos dor, o paciente consegue se movimentar melhor, participar com mais segurança da fisioterapia e retomar atividades simples do cotidiano com menos receio.
Na prática, isso costuma se traduzir em:
- Menor desconforto durante os exercícios de reabilitação, o que facilita a progressão do tratamento
- Mais facilidade para caminhar, subir escadas e realizar tarefas do dia a dia
- Melhor desempenho nos exercícios fisioterapêuticos, com movimentos mais fluidos e seguros
Quando a dor está mais controlada, o paciente tende a confiar mais no joelho operado. Essa confiança é fundamental para evitar movimentos de proteção excessiva, que muitas vezes atrasam a recuperação funcional.
Ondas de choque não são um tratamento isolado
Apesar dos benefícios, é importante entender que as ondas de choque extracorpóreas não funcionam de forma isolada. Elas não substituem nenhum dos pilares fundamentais do tratamento após a cirurgia do LCA.
As ondas de choque:
- Não substituem a cirurgia, que é necessária para reconstruir o ligamento rompido
- Não substituem a fisioterapia, que é essencial para recuperar força, mobilidade e controle do joelho
- Não garantem bons resultados sozinhas, sem um plano de reabilitação bem estruturado
O papel das ondas de choque é complementar. Elas atuam como um estímulo adicional para favorecer a recuperação, mas sempre associadas a acompanhamento médico, fisioterapia adequada e respeito ao tempo natural de cicatrização do corpo.
O que é possível afirmar hoje sobre o uso das ondas de choque
Com base no conhecimento atual, é possível afirmar que as ondas de choque extracorpóreas podem trazer benefícios relevantes quando bem indicadas e utilizadas no momento adequado da recuperação.
De forma geral, elas podem:
- Contribuir para uma melhor função do joelho no pós-operatório
- Auxiliar no processo de adaptação e fortalecimento do enxerto
- Ajudar no controle da dor ao longo da reabilitação
- Favorecer um retorno mais seguro às atividades físicas e esportivas, respeitando os limites de cada paciente
Ao mesmo tempo, é importante destacar que o tratamento deve ser sempre individualizado. Ainda existem variações nos protocolos, como número de sessões e momento ideal de aplicação, reforçando a importância de uma avaliação profissional criteriosa para cada caso.
As ondas de choque extracorpóreas representam uma estratégia moderna e segura para melhorar os resultados após a cirurgia do ligamento cruzado anterior. Elas atuam estimulando os processos de recuperação do corpo, auxiliando na integração do enxerto, reduzindo a dor e contribuindo para uma recuperação funcional mais eficiente.
Não se trata de uma solução milagrosa, mas sim de mais uma opção terapêutica, que pode fazer diferença quando bem indicada e integrada a um plano completo de reabilitação.
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A recuperação após a cirurgia do LCA requer o engajamento do paciente num protocolo de reabilitação que envolve fisioterapia e retornos periódicos com o ortopedista cirurgião… Nesse contexto, as ondas de choque extracorpóreas (ESWT) surgem como uma opção complementar à reabilitação e deve ser realizada por médico com treinamento para o uso da tecnologia no paciente operado..
O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação completa para entender o grau da lesão, o perfil do paciente e definir o melhor tratamento, cirúrgico ou não, com tecnologias como reabilitação personalizada, terapia biológica e protocolos avançados de recuperação.
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