dor na lombrar

Ondas de choque para dor na lombar


A dor na coluna é a mais comum em toda a ortopedia. Ela pode doer na cervical, torácica e lombar. A região lombar é a que mais dói, porque recebe a maior quantidade de cargas.

A dor lombar pode ser de origem miofascial (musculatura), articular ou neural. Na dor miofascial, existe um distúrbio biomecânico (postura, ergonomia, desbalanço muscular, etc). Na dor articular, existe o desgaste (artrose) da articulação das vértebras. E na dor neural, existe compressão dos nervos da coluna (por hérnia de disco, hipertrofia das facetas, etc).

As 3 situações podem se misturar; por isso, o tratamento da lombalgia (dor lombar) é complexo.


SINTOMAS DA DOR LOMBAR


A dor pode começar bem no centro da lombar e descer um pouco para a região do sacro e do cóccix, pegando um pouco das nádegas. Esse tipo de dor é mais comum em quem tem fragilidade do core abdominal, mas pode ser decorrente de desgaste (artrose) das vértebras lombares, sacroileíte e coccidínea. Para saber mais sobre coccidínea, acesse o texto que preparei pra você.

Outros pacientes sentem dor na lombar que irradiam para a lateral da coxa e pode até chegar nos pés. Nesse caso, a dor pode tanto aliviar com o exercício, quanto piorar com o esforço, o que vai depender da causa; por exemplo, se é por compressão de nervo na coluna (ex.: hérnia de disco) ou de nervo no quadril (ex.: síndrome do piriforme).

É sempre importante você se tratar com um ortopedista especialista porque para cada causa existe uma forma diferente de tratar.


SOFRIMENTO DE QUEM TEM DOR NA COLUNA LOMBAR


O maior problema de quem tem dor na lombar é ter que conviver com isso todo dia. O tratamento é contínuo, igual tratar pressão alta e diabetes. Se não se cuidar, volta a ter crise na coluna.

Outro problema é que a dor pode descompensar outras áreas do corpo. Então, você começa por exemplo com dor na lombar e depois fica com dor nos quadris e joelhos também.

Algumas pessoas ficam deprimidas pela dor e acabam desenvolvendo fibromialgia.

Por isso, não deixe de tratar sua dor com um ortopedista especialista.


TRATAMENTO CONVENCIONAL DA DOR NA COLUNA LOMBAR


O tratamento inicial consiste em:

  • Fisioterapia
  • Analgésicos
  • Anti-inflamatórios
  • Pilates
  • Acupuntura
  • Exercícios
  • Correção da ergonomia

Em 60% a 80% dos casos, o tratamento convencional é suficiente. Para os 20% a 40% dos pacientes que mantêm dor, existem opções de tratamento “avançado”, como a denervação (ou neurotomia) por radiofrequência e ondas de choque.

Para saber mais sobre denervação por radiofrequência, acesse o texto que preparei pra você.


ONDAS DE CHOQUE PARA TRATAR DOR NA COLUNA LOMBAR


Antes de mais nada, as ondas de choque não são choque elétrico. Além disso, elas não têm nada a ver com o “choquinho” da fisioterapia. As ondas de choque são ondas de ultrassom mais potentes, capazes de desinflamar e regenerar tecidos. É o ortopedista que realiza esse tipo de tratamento.

Mais de 50% dos pacientes se beneficiam das ondas de choque para tratar dor na lombar. Essa estatística depende muito da causa. Quando a origem é miofascial, a eficácia atinge 95%. Porém, quando a origem é por compressão de nervo, a eficácia fica em torno de 50%, porque precisa também associar outros tratamentos como a denervação por radiofrequência ou até mesmo a cirurgia. 

Os estudos demonstram que as ondas de choque melhoram mais de 30% da dor na primeira semana após o tratamento, atingindo melhora superior a 70% nos meses subsequentes por pelo menos 3 meses.

O tratamento é realizado no próprio consultório, sem necessidade de anestesia geral. Para os pacientes com hiperalgesia (dor intensa), realizo anestesia local. Conforme o caso, oriento o paciente a não realizar esforços por 1-7 dias.

Acha que pode ser útil pra você? Verifique com um ortopedista especialista se você tem indicação para usar as ondas de choque para tratar sua dor lombar.

Dr. Carlos Vinicius Ortopedista SP

Sobre o Dr. Carlos Vinícius

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo. Formado há mais de 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP.

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