A reconstrução do ligamento patelofemoral medial é uma cirurgia utilizada para tratar casos de instabilidade da patela, ou seja, quando a patela apresenta episódios recorrentes de deslocamento para a parte externa do joelho. O procedimento busca reconstruir uma das principais estruturas responsáveis por impedir esse deslocamento lateral. Luxações repetidas, alterações anatômicas, frouxidão ligamentar e sensação de que a patela está saindo do lugar estão relacionadas ao problema. Neste artigo, você vai entender qual é a função desse ligamento, quando sua reconstrução pode ser indicada, como a cirurgia é realizada e o que esperar da recuperação.
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ToggleO que é o ligamento patelofemoral medial?
O ligamento patelofemoral medial, frequentemente chamado pela sigla MPFL, proveniente do inglês medial patellofemoral ligament, é uma estrutura localizada na parte interna do joelho.
Ele se estende entre a região medial da patela e o fêmur e participa diretamente do controle da movimentação da patela.
A patela não permanece completamente parada durante os movimentos do joelho. Quando dobramos ou estendemos a perna, ela desliza sobre uma região do fêmur chamada tróclea.
Esse movimento precisa acontecer de maneira coordenada.
Entre as estruturas que participam desse controle estão:
- tróclea femoral;
- ligamento patelofemoral medial;
- retináculos da patela;
- quadríceps;
- tendão patelar;
- estruturas ósseas do fêmur e da tíbia.
O MPFL funciona principalmente como um estabilizador contra o deslocamento lateral da patela nos primeiros 30° graus de flexão do joelho.
Quando ocorre uma luxação patelar lateral, esse ligamento frequentemente sofre alongamento excessivo, ruptura ou lesão em algum ponto de sua inserção.
Por isso, pacientes com episódios recorrentes de luxação da patela podem apresentar insuficiência do MPFL associada a outros fatores anatômicos que também precisam ser investigados.
Por que a patela pode sair do lugar?
A luxação da patela acontece quando ela perde sua posição habitual em relação ao fêmur. Na maioria dos episódios, o deslocamento ocorre lateralmente, em direção à parte externa do joelho.
Isso pode acontecer durante um trauma, uma mudança brusca de direção ou um movimento de rotação com o pé apoiado.
Entretanto, nem todos os pacientes apresentam uma luxação exclusivamente por causa de um acidente.
Algumas características anatômicas podem aumentar a predisposição à instabilidade patelar.
Entre elas estão:
- displasia da tróclea;
- patela alta;
- lateralização excessiva da tuberosidade anterior da tíbia;
- alterações do alinhamento do membro inferior;
- alterações rotacionais do fêmur ou da tíbia;
- frouxidão ligamentar;
- lesão do MPFL;
- combinação de mais de um desses fatores.
A displasia de tróclea, por exemplo, modifica o formato da região do fêmur por onde a patela deveria deslizar. Quando esse sulco da tróclea é muito raso, plano ou apresenta outras alterações importantes, a contenção óssea da patela pode ser menor.
Por esse motivo, simplesmente reconstruir um ligamento sem compreender toda a anatomia do joelho pode não ser suficiente em determinados pacientes.
Quais sintomas podem indicar instabilidade da patela?
Os sintomas variam bastante. Algumas pessoas apresentam uma luxação evidente, com deformidade visível e dor intensa. Em outros casos, a patela pode sair e retornar rapidamente à posição original antes mesmo que o paciente consiga perceber exatamente o que aconteceu. E em outros casos, a patela já se encontra parcialmente luxada, mas dói quando ela luxa com maior intensidade.
Queixas frequentes incluem:
- sensação de que a patela saiu do lugar;
- sensação de falseio;
- insegurança ao correr ou mudar de direção;
- dor na região anterior (da frente) ou medial (interna) do joelho;
- inchaço após episódios de instabilidade;
- dificuldade para dobrar ou esticar o joelho;
- receio de realizar determinados movimentos;
- novos episódios de luxação;
- sensação de deslocamento ao girar o corpo com o pé apoiado.
Um paciente pode, por exemplo, relatar que o joelho “escapou” durante uma partida de futebol.
Outro pode sentir que a patela vai sair do lugar sempre que realiza mudanças rápidas de direção.
Há ainda pessoas que passam a evitar escadas, agachamentos, corrida ou determinados esportes por medo de um novo episódio.
A sensação de joelho saindo do lugar merece avaliação porque não está relacionada somente à patela. Lesões de outros ligamentos e alterações intra-articulares também podem produzir sensação de instabilidade.
Toda luxação da patela precisa de cirurgia?
Não. Um primeiro episódio de luxação patelar não significa automaticamente que será necessária uma reconstrução ligamentar.
A decisão depende de vários fatores.
O ortopedista pode avaliar:
- idade;
- atividade física praticada;
- mecanismo da lesão;
- número de episódios anteriores;
- presença de lesões associadas;
- formato da tróclea;
- altura da patela;
- alinhamento do membro;
- integridade da cartilagem;
- características do MPFL;
- sintomas atuais;
- objetivos esportivos e funcionais.
Em algumas situações, principalmente após um primeiro episódio e sem determinadas lesões associadas, o tratamento pode inicialmente envolver medidas não cirúrgicas.
A fisioterapia pode trabalhar recuperação do movimento, fortalecimento, controle neuromuscular, estabilidade e retorno progressivo às atividades.
O acompanhamento é importante porque a evolução não é igual para todos.
Uma pessoa que sofreu apenas um episódio e recuperou estabilidade pode ter uma condução diferente daquela que apresenta luxações recorrentes.
Quando a reconstrução do MPFL pode ser considerada?
A reconstrução costuma ser considerada principalmente quando existe instabilidade patelar recorrente e o MPFL não consegue mais fornecer estabilização adequada.
Entre as situações que podem levar à avaliação cirúrgica estão:
- episódios repetidos de luxação;
- subluxações recorrentes;
- instabilidade que limita atividades esportivas;
- insegurança significativa durante movimentos cotidianos;
- falha do tratamento não cirúrgico em casos selecionados;
- insuficiência do MPFL associada ao quadro de instabilidade.
No entanto, a indicação não deve ser baseada apenas na quantidade de episódios.
A causa da instabilidade precisa ser investigada.
Uma pessoa pode ter ruptura ou insuficiência do MPFL, mas também apresentar patela alta ou displasia importante da tróclea.
A patela alta modifica a relação entre a patela e a tróclea, podendo contribuir para determinados quadros de instabilidade. Dependendo da anatomia identificada, procedimentos adicionais podem ser considerados.
Por isso, existem pacientes nos quais a reconstrução isolada do MPFL pode ser apropriada e outros nos quais é necessário tratar também alterações ósseas associadas.
Como é feito o diagnóstico antes da cirurgia?
O diagnóstico começa pela história clínica.
O ortopedista procura entender como ocorreu o primeiro episódio, quantas vezes a patela saiu do lugar, quais movimentos provocam insegurança e se o paciente consegue praticar atividades físicas normalmente.
O exame físico também é importante para avaliar a estabilidade da patela, mobilidade, alinhamento do joelho, distúrbios rotacionais e outras estruturas do joelho.
Exames de imagem podem complementar essa análise, como a radiografia, ressonância e a tomografia.
Radiografias
As radiografias permitem avaliar características ósseas, alinhamento, posição da patela e sinais relacionados à articulação patelofemoral.
Ressonância magnética
A ressonância pode ajudar na análise do ligamento patelofemoral medial, da cartilagem, da patela, da tróclea e de possíveis lesões associadas.
Após uma luxação, por exemplo, podem ocorrer lesões de cartilagem ou fragmentos osteocondrais.
Tomografia computadorizada
A tomografia costuma ser utilizada para estudar com maior precisão determinadas características anatômicas e medidas relacionadas ao alinhamento da patela e à rotação dos ossos.
Nenhum exame deve ser interpretado isoladamente.
Um achado na ressonância ou na tomografia precisa ser relacionado aos sintomas e ao exame físico.
Como funciona a reconstrução do ligamento patelofemoral medial?
Na reconstrução do ligamento patelofemoral medial, o objetivo é criar uma nova estrutura que desempenhe a função estabilizadora do ligamento insuficiente.
Em vez de simplesmente realizar uma sutura de um tecido que pode estar lesionado ou alongado, utiliza-se um enxerto para reconstruir o MPFL.
A técnica específica pode variar de acordo com a anatomia, idade do paciente, preferência técnica do cirurgião, características do enxerto e presença de outros procedimentos associados.
De forma geral, a cirurgia envolve algumas etapas importantes.
Preparação do enxerto
Um tendão pode ser utilizado como enxerto para formar o novo ligamento.
A escolha depende da técnica utilizada e das características individuais do caso.
Fixação na patela
Uma extremidade do enxerto precisa ser posicionada adequadamente na região medial da patela.
Existem diferentes técnicas de fixação.
A localização e o método escolhido devem respeitar a anatomia da patela e o planejamento cirúrgico.
Fixação no fêmur
A outra extremidade é posicionada no fêmur, buscando reproduzir a inserção anatômica do MPFL.
Essa etapa é especialmente importante porque alterações relevantes no ponto de fixação ou na tensão do enxerto podem modificar a biomecânica patelofemoral.
Ajuste da tensão
O objetivo não é “prender” rigidamente a patela.
Ela precisa continuar apresentando mobilidade fisiológica.
O enxerto deve fornecer estabilidade suficiente para limitar o deslocamento lateral anormal sem produzir compressão excessiva da patela contra o fêmur.
É justamente por isso que o planejamento e a execução técnica são importantes.
A cirurgia sempre envolve somente o MPFL?
Não.
Alguns pacientes possuem outros fatores anatômicos relevantes para a instabilidade.
Dependendo do diagnóstico, o planejamento pode envolver procedimentos adicionais, como:
- correção da posição da tuberosidade anterior da tíbia;
- correção de patela alta;
- procedimentos sobre a tróclea;
- tratamento de lesões osteocondrais ou da cartilagem;
- correções relacionadas ao alinhamento ou à rotação do membro.
Isso não significa que todos esses procedimentos sejam necessários em uma cirurgia de MPFL.
A indicação depende dos fatores responsáveis pela instabilidade em cada joelho.
A reconstrução isolada pode ser suficiente em determinados pacientes e inadequada em outros.
Qual é a relação entre a instabilidade da patela e a cartilagem?
Quando a patela luxa, ela pode entrar em contato de maneira anormal com o fêmur.
O impacto pode provocar lesões na superfície articular da patela ou da tróclea.
Episódios recorrentes também podem alterar repetidamente as forças exercidas sobre essa articulação.
Por isso, além de investigar o ligamento, o ortopedista avalia a condição da cartilagem.
Pacientes podem apresentar:
- dor anterior;
- inchaço;
- estalos associados à dor;
- desconforto ao subir ou descer escadas;
- dificuldade para agachar;
- sintomas durante atividades esportivas.
Alterações na cartilagem da tróclea também precisam ser interpretadas considerando a biomecânica da articulação e possíveis fatores de instabilidade.
Ter uma alteração na cartilagem, entretanto, não significa automaticamente que exista indicação cirúrgica. O exame precisa ser correlacionado com os sintomas e com todo o restante da avaliação.
Como é a recuperação depois da cirurgia?
A recuperação após a reconstrução do MPFL ocorre progressivamente.
O protocolo pode variar conforme a técnica realizada, as características do paciente e principalmente a presença de procedimentos associados.
Uma reconstrução isolada pode ter orientações diferentes de uma cirurgia em que também foi realizada uma osteotomia, correção da tróclea ou tratamento da cartilagem.
Nas fases iniciais, alguns dos objetivos podem incluir:
- controle de dor e inchaço;
- proteção das estruturas operadas;
- recuperação progressiva da mobilidade;
- ativação do quadríceps;
- melhora do controle muscular;
- recuperação da marcha.
Posteriormente, a fisioterapia pode evoluir para fortalecimento, equilíbrio, propriocepção e atividades funcionais progressivamente mais complexas.
A progressão precisa respeitar tanto a cicatrização quanto a resposta do joelho.
Tentar acelerar etapas por conta própria não necessariamente torna a recuperação mais rápida.
A patela pode voltar a sair do lugar depois da cirurgia?
A cirurgia é realizada para restaurar a estabilidade, mas nenhum procedimento médico permite garantir risco zero de recorrência ou complicações. A chance da patela voltar a sair do lugar depois da cirurgia é de aproximadamente 1.6%.
O resultado depende de diferentes fatores, entre eles:
- anatomia do paciente;
- indicação adequada;
- técnica utilizada;
- presença de alterações ósseas;
- cicatrização;
- reabilitação;
- retorno progressivo às atividades;
- ocorrência de novos traumas.
Quando existem fatores anatômicos relevantes, identificá-los antes da cirurgia é especialmente importante.
Por isso, o planejamento não pode se limitar à pergunta sobre se o MPFL está rompido.
É preciso entender por que aquela patela está instável.
Como reduzir o risco de novos episódios de instabilidade?
Nem todos os fatores relacionados à luxação patelar podem ser prevenidos. Características anatômicas, por exemplo, não são modificadas apenas com exercícios.
Entretanto, acompanhamento adequado e reabilitação podem melhorar aspectos funcionais importantes.
Quando indicado, o programa pode envolver:
- fortalecimento progressivo;
- controle neuromuscular;
- melhora da estabilidade do membro inferior;
- trabalho de equilíbrio e propriocepção;
- correção de déficits funcionais;
- progressão adequada das cargas;
- preparação específica para o esporte.
Pacientes que já tiveram luxação devem procurar avaliação antes de simplesmente retornar às mesmas atividades, principalmente quando permanecem com insegurança, inchaço ou sensação de deslocamento.
Outros riscos possíveis após a reconstrução do MPFL
Como em qualquer cirurgia, a reconstrução do ligamento patelofemoral medial envolve riscos. Conhecê-los ajuda o paciente a entender o tratamento e a participar da recuperação com expectativas realistas.
Dor, inchaço e dificuldade inicial para movimentar o joelho podem ocorrer no pós-operatório e não significam, por si só, uma complicação. Esses sintomas devem ser acompanhados e controlados conforme as orientações da equipe.
As frequências abaixo são referências da literatura e de materiais de orientação de serviços especializados. Elas se referem principalmente à reconstrução isolada do MPFL e não representam uma previsão exata para cada paciente. Os estudos acompanham os pacientes por períodos diferentes; alguns avaliam as primeiras semanas e outros, vários anos.
Entre as possíveis complicações estão:
- Rigidez por formação excessiva de tecido cicatricial, chamada artrofibrose (aproximadamente 1,5%)
- Persistência da sensação de instabilidade (aproximadamente 4%)
- Fratura da patela (0% a 8,3% nas técnicas em que se realiza túnel na patela)
- Infecção da ferida operatória (1%)
- Trombose (<1%)
- Alteração de sensibilidade perto das incisões (sem percentual geral disponível na literatura)
As taxas não devem ser somadas, pois pertencem a estudos diferentes. Além disso, resultados de uma técnica ou de uma instituição não se aplicam automaticamente a todos os pacientes. Quando há procedimentos associados, como osteotomias, os riscos precisam ser discutidos considerando a cirurgia completa.
Também é importante compreender que estabilizar a patela não garante eliminar toda a dor, principalmente quando existem lesões de cartilagem ou outras alterações associadas.
Quais cuidados ajudam a reduzir os riscos?
Antes da cirurgia, o paciente deve informar suas doenças, medicamentos em uso, alergias e antecedentes de trombose ou problemas com anestesia. Medicamentos não devem ser suspensos por conta própria.
Depois do procedimento, os principais cuidados incluem:
- seguir as orientações de cuidado com a ferida operatória;
- utilizar muletas e órtese quando indicadas;
- respeitar as recomendações sobre apoio do peso e movimentação do joelho;
- realizar fisioterapia conforme o protocolo individual;
- utilizar os medicamentos prescritos, incluindo prevenção de trombose quando indicada;
- comparecer às consultas de acompanhamento;
- retornar aos exercícios e ao esporte somente após avaliação da recuperação funcional.
Febre, secreção na ferida, vermelhidão crescente ou piora importante da dor devem ser comunicadas à equipe. Dor e inchaço novos na panturrilha exigem avaliação rápida. Falta de ar súbita ou dor no peito exigem atendimento de urgência.
O planejamento adequado, a execução técnica e a reabilitação orientada ajudam a reduzir os riscos, mas não os eliminam completamente.
Quando procurar um ortopedista?
A avaliação é recomendada especialmente quando existe:
- episódio evidente de luxação da patela;
- luxações repetidas;
- sensação frequente de que a patela vai sair do lugar;
- inchaço importante após trauma;
- dificuldade para apoiar o membro;
- perda de movimento;
- travamento do joelho;
- dor persistente;
- piora progressiva;
- redução da força;
- dificuldade para voltar ao esporte.
Após uma luxação aguda, uma avaliação também ajuda a identificar possíveis lesões associadas de cartilagem e osso.
Caso a patela permaneça deslocada, o paciente não deve tentar manipular o joelho sem orientação profissional.
Por que a avaliação com o Dr. Carlos Vinícius é importante na instabilidade patelar?
A reconstrução do MPFL exige mais do que identificar um ligamento lesionado. O ponto central é compreender por que a patela está instável e quais estruturas estão contribuindo para o problema.
O Dr. Carlos Vinícius atua como ortopedista e cirurgião do joelho, incluindo o tratamento de lesões ligamentares e da instabilidade patelofemoral. É formado em Medicina e Ortopedia e Traumatologia pela UNICAMP, possui especialização em Cirurgia do Joelho pela USP e Doutorado em Ciências da Cirurgia pela UNICAMP.
Na avaliação de um paciente com luxações recorrentes, o objetivo não é simplesmente indicar uma reconstrução ligamentar. É necessário analisar fatores como integridade do MPFL, formato da tróclea, altura da patela, alinhamento, alterações rotacionais, cartilagem, histórico de luxações e exigências funcionais.
Essa análise individualizada permite definir se o tratamento pode permanecer não cirúrgico, se a reconstrução isolada do MPFL é adequada ou se existem alterações anatômicas que precisam ser abordadas juntamente com o ligamento.
Em casos de instabilidade recorrente, dor persistente, limitação para atividades físicas ou episódios repetidos de luxação, uma avaliação com um profissional especializado em cirurgia do joelho permite estabelecer um planejamento específico para o quadro apresentado.
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O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação completa para entender o grau da lesão, o perfil do paciente e definir o melhor tratamento, cirúrgico ou não, com tecnologias como reabilitação personalizada, terapia biológica e protocolos avançados de recuperação.
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