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Osteotomia ou prótese de joelho: como escolher o tratamento?

Osteotomia e prótese de joelho são cirurgias que podem ser consideradas em pacientes com desgaste da articulação, alterações no alinhamento do membro e dor que limita atividades do dia a dia. A principal diferença é que a osteotomia busca preservar a articulação e redistribuir as cargas que passam pelo joelho, enquanto a prótese substitui uma ou mais superfícies articulares comprometidas. A escolha depende do grau e da localização da artrose, alinhamento da perna, idade biológica, nível de atividade, amplitude de movimento, sintomas, exames e resposta aos tratamentos anteriores.

Isso significa que não existe uma resposta única baseada apenas na idade do paciente ou na intensidade da dor.

Uma pessoa relativamente jovem, ativa e com desgaste concentrado em apenas uma região do joelho pode apresentar características favoráveis à osteotomia. Em outra situação, quando o desgaste é mais extenso, envolve diferentes compartimentos da articulação e provoca limitação funcional importante, a artroplastia pode passar a ser considerada.

Ao longo deste conteúdo, você entenderá como cada cirurgia funciona, quais critérios são avaliados pelo ortopedista, quais são as diferenças na recuperação e por que a decisão precisa ser individualizada.

Por que o desgaste do joelho pode exigir uma cirurgia?

O joelho é formado principalmente pela articulação entre fêmur, tíbia e patela. Além dos ossos, seu funcionamento depende da cartilagem articular, meniscos, ligamentos, músculos, tendões e outras estruturas responsáveis pela estabilidade e distribuição das cargas.

Quem deseja entender melhor essas estruturas pode aprofundar o assunto no conteúdo sobre anatomia dos joelhos.

A cartilagem recobre as extremidades dos ossos e permite que o movimento ocorra com baixo atrito. Quando ela sofre desgaste progressivo, podem surgir alterações compatíveis com artrose.

O processo não acontece da mesma maneira em todos os pacientes.

Algumas pessoas desenvolvem desgaste principalmente na parte interna do joelho. Outras apresentam comprometimento predominante na região externa ou atrás da patela. Existem ainda casos em que praticamente toda a articulação está afetada.

Por isso, dois pacientes que relatam “artrose no joelho” podem precisar de estratégias completamente diferentes.

Entre as queixas comuns estão:

  1. Dor ao caminhar por longas distâncias.
  2. Dificuldade para subir ou descer escadas.
  3. Dor para levantar depois de permanecer sentado.
  4. Rigidez após períodos de repouso.
  5. Inchaço recorrente.
  6. Redução da capacidade de dobrar ou esticar completamente o joelho.
  7. Dor durante atividades esportivas.
  8. Desconforto ao permanecer muito tempo em pé.
  9. Progressiva redução da tolerância às atividades diárias.

Alguns pacientes apresentam sintomas leves e conseguem manter praticamente toda sua rotina. Outros passam a evitar caminhadas, exercícios, viagens ou tarefas que antes eram realizadas normalmente.

A indicação de cirurgia não depende simplesmente da existência de artrose em uma radiografia.

Diretrizes clínicas recomendam considerar o impacto da dor, rigidez, perda de função e deformidade sobre a qualidade de vida, além da resposta às estratégias não cirúrgicas já realizadas.

O que é uma osteotomia do joelho?

A osteotomia é uma cirurgia realizada para modificar o alinhamento do membro e redistribuir as cargas dentro do joelho.

Na prática, o cirurgião realiza um corte controlado no osso, geralmente na tíbia ou no fêmur, e modifica seu posicionamento para alterar o eixo mecânico da perna.

Esse princípio é especialmente importante quando existe desgaste predominante em uma região da articulação associado a alterações de alinhamento.

Imagine, por exemplo, um paciente com joelho varo, popularmente associado às pernas mais arqueadas. Nesse formato, uma parcela maior da carga corporal pode passar pelo compartimento medial, localizado na parte interna do joelho.

Se justamente essa região estiver desgastada, a concentração repetida de carga pode contribuir para dor e progressão do problema.

A osteotomia pode modificar esse eixo, transferindo parte da carga para regiões da articulação que apresentam melhores condições.

O mesmo princípio pode ser aplicado a determinados casos de joelho valgo.

No conteúdo sobre geno valgo, é possível entender melhor como alterações no alinhamento podem influenciar a distribuição das cargas e quando procedimentos de correção podem entrar no planejamento terapêutico.

A osteotomia, portanto, não substitui o joelho.

Seu objetivo é preservar a articulação existente e melhorar a maneira como as forças passam por ela.

Para quais pacientes a osteotomia pode ser considerada?

Não existe um perfil obrigatório, mas a osteotomia costuma ser estudada principalmente quando o desgaste é mais localizado e existe alteração mecânica que pode ser corrigida.

Entre os aspectos analisados estão:

  • localização da artrose;
  • alinhamento do membro;
  • qualidade da cartilagem nas demais regiões do joelho;
  • estabilidade ligamentar;
  • condições dos meniscos;
  • amplitude de movimento;
  • intensidade dos sintomas;
  • peso e composição corporal;
  • demandas profissionais;
  • prática esportiva;
  • tratamentos já realizados;
  • expectativas em relação à cirurgia.

Pacientes mais jovens ou fisicamente ativos podem apresentar características que tornam a preservação da articulação especialmente relevante, mas idade isoladamente não define a indicação.

Uma pessoa mais velha, por exemplo, pode eventualmente apresentar um padrão mecânico compatível com determinado procedimento preservador. Da mesma forma, um paciente jovem pode possuir uma artrose extensa que inviabilize uma osteotomia isolada.

A decisão precisa combinar exame clínico e exames de imagem.

O que é a prótese de joelho?

A cirurgia de prótese de joelho, chamada tecnicamente de artroplastia, é uma cirurgia em que as superfícies articulares comprometidas são substituídas por componentes desenvolvidos para reproduzir parte da mecânica do joelho.

Dependendo da extensão da doença, podem ser utilizados diferentes tipos de prótese.

Em uma prótese total, as principais superfícies articulares comprometidas são tratadas.

Já em pacientes cuidadosamente selecionados, quando o desgaste está limitado a um compartimento específico, pode ser possível considerar uma prótese parcial ou unicompartimental.

Diretrizes do NICE (National Institute for Health and Care Excellence), por exemplo, recomendam que pacientes com osteoartrite isolada do compartimento medial que sejam candidatos à artroplastia discutam com a equipe médica as possibilidades de prótese parcial e total, considerando benefícios e riscos de cada estratégia.

A prótese não deve ser entendida apenas como um tratamento para uma radiografia muito alterada.

Ela costuma entrar em discussão quando o conjunto formado por dor, limitação funcional, rigidez, deformidade e falha das medidas anteriores passa a comprometer significativamente a rotina do paciente.

Quando a prótese pode ser considerada?

Alguns pacientes chegam ao consultório dizendo que foram informados de que ainda são “muito novos para colocar uma prótese”. Outros acreditam que somente uma radiografia extremamente alterada permite a cirurgia.

Na prática, a avaliação é mais ampla.

A indicação pode ser discutida quando existem fatores como:

  • artrose avançada;
  • dor persistente;
  • dificuldade importante para caminhar;
  • rigidez significativa;
  • deformidade progressiva;
  • comprometimento de mais de um compartimento;
  • perda relevante de função;
  • impacto importante sobre a qualidade de vida;
  • ausência de resposta satisfatória aos tratamentos não cirúrgicos apropriados.

O NICE recomenda considerar encaminhamento para substituição articular quando dor, rigidez, redução funcional ou deformidade progressiva prejudicam substancialmente a qualidade de vida e as estratégias não cirúrgicas foram ineficazes ou inadequadas. A avaliação clínica deve ser mais importante do que uma pontuação numérica isolada.

Isso reforça por que não existe um único número em um exame que determine sozinho o momento da cirurgia.

Qual é a principal diferença entre osteotomia e prótese de joelho?

A diferença central está na estratégia utilizada para tratar o problema.

Na osteotomia, a articulação natural continua presente. O cirurgião modifica o alinhamento do membro para alterar a distribuição das cargas.

Na artroplastia, as superfícies articulares comprometidas são substituídas parcial ou totalmente.

Em termos simplificados:

Osteotomia

Preserva a articulação.

Prótese

Substitui superfícies articulares desgastadas.

Essa diferença influencia indicação, recuperação, possibilidade de retorno a determinadas atividades e acompanhamento no longo prazo.

Veja a diferença de uma radiografia demonstrando o joelho submetido à osteotomia da tíbia (imagem da esquerda) com relação a um joelho submetido à cirurgia para colocar a prótese:

osteotomia e protese

Como o local da artrose influencia essa decisão?

Esse é um dos principais critérios.

O joelho pode ser dividido, de maneira simplificada, em três compartimentos:

  • medial, na parte interna;
  • lateral, na parte externa;
  • patelofemoral, entre patela e fêmur.

Uma osteotomia tende a fazer mais sentido quando o problema está concentrado predominantemente em uma região e existe um desalinhamento.

Quando o comprometimento é disseminado por diferentes regiões, simplesmente modificar o eixo da perna pode não ser suficiente.

A condição da cartilagem também é fundamental.

A cartilagem articular apresenta capacidade limitada de recuperar sua estrutura original depois de um dano importante. O artigo sobre se a cartilagem do joelho regenera explica em detalhes por que reparo e regeneração completa não são necessariamente a mesma coisa.

Essa análise ajuda a compreender por que determinados pacientes podem se beneficiar de estratégias de preservação enquanto outros necessitam de procedimentos de substituição articular.

O alinhamento da perna pode mudar a indicação da cirurgia?

Sim.

O alinhamento é um elemento central principalmente no planejamento de osteotomias.

O ortopedista pode solicitar radiografias realizadas com o paciente em pé e, em determinadas situações, imagens que permitam analisar o eixo completo do membro inferior.

Isso ajuda a identificar onde existe a deformidade e como a carga atravessa o joelho.

A alteração pode estar predominantemente na tíbia, no fêmur ou em ambos.

Não basta observar visualmente que o paciente possui uma perna aparentemente “torta”.

O planejamento precisa ser feito a partir de medidas específicas.

Uma correção insuficiente pode não atingir o objetivo mecânico esperado. Uma correção excessiva também pode criar uma distribuição inadequada das cargas.

Por isso, osteotomia é uma cirurgia que exige planejamento individualizado.

A idade determina se o paciente fará osteotomia ou prótese?

Não isoladamente.

A idade é apenas uma das variáveis consideradas.

Na avaliação, podem ter peso semelhante ou até maior:

  • nível de atividade;
  • extensão da artrose;
  • localização do desgaste;
  • qualidade óssea;
  • alinhamento;
  • mobilidade;
  • estabilidade do joelho;
  • outras doenças;
  • expectativa do paciente;
  • histórico de cirurgias.

Uma pessoa de 50 anos muito ativa e com desgaste localizado pode possuir necessidades muito diferentes das de outra pessoa da mesma idade com artrose avançada nos três compartimentos.

Da mesma forma, não existe uma idade exata em que a osteotomia deixa automaticamente de ser possível ou a prótese se torna obrigatória.

O foco deve estar no quadro clínico completo.

Lesões de menisco podem influenciar a escolha?

Podem.

Os meniscos são estruturas responsáveis por distribuir cargas, auxiliar na estabilidade e proteger a cartilagem.

Quando existe perda importante da função meniscal, determinadas regiões do joelho podem passar a receber uma carga maior.

Por esse motivo, o ortopedista não analisa somente a artrose. Também verifica se existem alterações meniscais associadas.

Para compreender melhor essa relação, vale conhecer as funções dos meniscos do joelho.

Em alguns pacientes mais jovens, uma lesão meniscal, alteração de alinhamento e lesão focal de cartilagem podem aparecer simultaneamente.

Nesses casos, o tratamento pode exigir uma estratégia combinada.

Já em um joelho com artrose extensa, determinadas alterações meniscais fazem parte de um processo degenerativo mais amplo e não necessariamente precisam ser tratadas isoladamente.

É preciso tentar outros tratamentos antes da cirurgia?

Na maioria das situações, pacientes com artrose passam inicialmente por tratamento não cirúrgico, principalmente quando os sintomas ainda podem ser controlados adequadamente.

O planejamento pode incluir, dependendo do caso:

  • fisioterapia;
  • fortalecimento muscular;
  • uso de órteses ou palmilhas em casos selecionados;
  • viscossuplementação com ácido hialurônico;
  • infiltrações intra-articulares em situações selecionadas;
  • aplicação de PRP, quando houver indicação;
  • terapia por ondas de choque extracorpóreas;
  • laser terapêutico como recurso complementar;
  • bloqueio dos nervos geniculares;
  • denervação do joelho para controle da dor crônica;
  • radiofrequência dos nervos geniculares;
  • radiofrequência pulsada para neuromodulação da dor;
  • terapias com campo eletromagnético de alta intensidade, quando indicadas;
  • acompanhamento periódico com ortopedista para avaliar evolução da artrose e necessidade de mudança no tratamento.

Medicamentos devem ser utilizados apenas com orientação profissional, considerando histórico clínico, riscos e contraindicações.

Diretrizes para osteoartrite recomendam exercícios terapêuticos e outras estratégias individualizadas antes de considerar substituição articular, quando essas opções forem adequadas ao paciente.

Entretanto, “tentar tratamento conservador” não significa prolongar indefinidamente um tratamento que não está funcionando.

Se a dor permanece importante, a função piora progressivamente e a qualidade de vida está significativamente comprometida, o tratamento precisa ser reavaliado.

Como é a recuperação depois da osteotomia?

A recuperação varia conforme o osso operado, técnica utilizada, correção realizada e presença de procedimentos associados.

Como a cirurgia envolve um corte planejado no osso, existe um processo de consolidação óssea.

Nos primeiros períodos, pode ser necessário controlar a quantidade de peso apoiada sobre o membro de acordo com as orientações do cirurgião.

A fisioterapia costuma fazer parte da recuperação.

O trabalho pode envolver:

  • controle do inchaço;
  • recuperação da mobilidade;
  • ativação muscular;
  • fortalecimento progressivo;
  • melhora do equilíbrio;
  • progressão da marcha;
  • exercícios funcionais;
  • retorno gradual às atividades.

A velocidade da recuperação não deve ser comparada diretamente entre pacientes.

Fatores individuais podem modificar significativamente o processo.

A osteotomia impede a atividade física?

Não. Um dos objetivos da osteotomia é reduzir a dor e permitir que o paciente mantenha uma vida ativa, preservando a articulação.

Após a cicatrização do osso e a recuperação funcional, é possível retomar atividades como musculação, bicicleta e natação. Em pacientes selecionados, também pode haver retorno à corrida e a esportes com impacto.

O retorno deve ser gradual, considerando a força muscular, o controle dos movimentos, os sintomas, o estado da cartilagem e os procedimentos associados.

A osteotomia não representa uma proibição permanente de praticar esportes, embora nem todos consigam retornar à mesma intensidade ou ao mesmo nível de antes

Como é a recuperação depois da prótese de joelho?

Após a artroplastia, a reabilitação busca recuperar a mobilidade, a força e a capacidade de caminhar e realizar atividades diárias.

A mobilização e a marcha geralmente começam precocemente, com auxílio e orientação da equipe. O apoio de peso depende do procedimento e das condições individuais.

Dor e inchaço são esperados no período inicial e tendem a diminuir ao longo da recuperação. A fisioterapia ajuda a recuperar a extensão e a flexão do joelho, melhorar a marcha e fortalecer a musculatura.

A evolução acontece ao longo de semanas e meses. O tempo para dirigir, trabalhar e praticar exercícios varia conforme a recuperação e as exigências de cada atividade.

A prótese impede qualquer atividade física?

Não. A prótese pode permitir que o paciente volte a se exercitar com menos dor e melhor função.

Caminhada, bicicleta, natação e musculação adaptada costumam ser opções possíveis após a recuperação.

Atividades de impacto intermediário exigem avaliação individual, considerando especialmente a experiência anterior e a condição funcional. Esportes de alto impacto, contato intenso ou mudanças bruscas de direção geralmente são desaconselhados após a artroplastia, embora a orientação final deva ser individualizada.

A recomendação considera:

  • tipo de prótese;
  • condição muscular;
  • histórico esportivo;
  • mobilidade;
  • estabilidade;
  • equilíbrio;
  • saúde geral;
  • objetivos pessoais.

A redução da dor, sozinha, não é suficiente para liberar o retorno ao esporte. É necessário recuperar força, controle e segurança.

Osteotomia pode evitar uma prótese para sempre?

A osteotomia pode adiar a necessidade de uma prótese por muitos anos, mas não existe garantia de evitá-la para sempre.

Uma revisão científica sobre a osteotomia realizada na tíbia encontrou aproximadamente 85% dos pacientes sem necessidade de prótese após 10 anos e 77% após 15 anos. Isso corresponde a cerca de 15% e 23% de conversão para prótese, respectivamente. Esses números variam conforme a técnica e as características dos pacientes.

Essas taxas indicam quantas pessoas permaneceram com a articulação natural, não uma garantia de ausência completa de dor durante todo esse período.

A duração do benefício depende da extensão inicial do desgaste, da correção do alinhamento, da condição das outras regiões do joelho e da evolução da artrose.

Por isso, a expectativa deve ser individualizada: algumas pessoas precisam de uma prótese mais cedo, enquanto outras preservam o joelho por períodos muito mais longos.

Uma osteotomia dificulta uma prótese no futuro?

É possível colocar uma prótese depois de uma osteotomia. Entretanto, a operação pode exigir um planejamento mais complexo.

A cirurgia anterior modifica a posição e o formato dos ossos e pode alterar o equilíbrio dos ligamentos. Placas e parafusos também precisam ser considerados e, em alguns casos, retirados.

Isso não significa que a osteotomia tenha sido uma escolha inadequada. Preservar a articulação e oferecer melhora por um período relevante pode justificar sua indicação, mesmo que uma prótese seja necessária mais tarde.

Qual cirurgia é maior?

As duas são cirurgias de porte relevante, com objetivos e recuperações diferentes.

A osteotomia envolve um corte e uma correção no osso, que precisa cicatrizar. A prótese envolve a substituição das superfícies desgastadas por componentes artificiais.

Ambas apresentam riscos, como:

  • infecção;
  • trombose, que é a formação de um coágulo em uma veia;
  • perda de movimento;
  • sangramento;
  • problemas de cicatrização.

Na osteotomia, também pode ocorrer demora ou falha na união do osso, perda da correção ou incômodo causado pela placa e pelos parafusos.

Na prótese, podem ocorrer instabilidade, desgaste ou soltura dos componentes, eventualmente exigindo uma nova cirurgia.

Essas complicações não acontecem com todos os pacientes. O risco depende do procedimento e das condições de saúde de cada pessoa e deve ser discutido durante a consulta.

Quais são os riscos da osteotomia e da prótese de joelho?

As duas cirurgias apresentam riscos, mas a maioria dos pacientes não desenvolve complicações graves. As frequências abaixo são estimativas de estudos e variam conforme a técnica e as condições de saúde de cada pessoa.

Na osteotomia, os principais riscos incluem:

  • Infecção da ferida ou da região operada (cerca de 3%).
  • Falha na união do osso cortado (cerca de 2%), que pode exigir tratamento adicional ou uma nova cirurgia.
  • Perda da correção do alinhamento (cerca de 1%), quando o osso não mantém a posição planejada.
  • Falha da placa ou dos parafusos (cerca de 1%). Também pode haver incômodo causado pelo material, levando à sua retirada após a união do osso.

Essas estimativas vêm principalmente de estudos sobre osteotomia da tíbia.

Na prótese total de joelho, os principais riscos incluem:

  • Infecção profunda, envolvendo a prótese (geralmente abaixo de 2%), que pode exigir antibióticos e novas cirurgias.
  • Trombose ou embolia pulmonar com sintomas (aproximadamente 0,3% a 2,4% nos primeiros 90 dias): formação de coágulos nas veias, que podem chegar aos pulmões.
  • Rigidez que exige mobilização sob anestesia (cerca de 2% a 3%): dificuldade importante para movimentar o joelho, tratada com um procedimento para recuperar o movimento.

Também podem ocorrer dor persistente, instabilidade e, ao longo dos anos, desgaste ou soltura da prótese. Ambas as cirurgias podem apresentar sangramento, alterações de cicatrização e lesões de nervos ou vasos.

Esses percentuais não devem ser somados nem usados para concluir que uma cirurgia é mais segura que a outra, pois vêm de estudos com pacientes e períodos de acompanhamento diferentes.

Quais cuidados ajudam a reduzir os riscos?

Controlar doenças como diabetes, evitar o cigarro, cuidar da ferida e seguir as orientações sobre medicamentos, apoio de peso e fisioterapia são medidas importantes. A prevenção de trombose deve ser feita conforme a avaliação médica.

Na osteotomia, é especialmente importante respeitar o tempo de união do osso. Na prótese, recuperar os movimentos e a força muscular faz parte dos cuidados para uma boa recuperação.

Como escolher entre osteotomia ou prótese de joelho?

Para escolher o tratamento, o ortopedista precisa avaliar:

  1. Onde está o desgaste?
  2. Quantas regiões do joelho estão comprometidas?
  3. Existe desalinhamento da perna?
  4. Onde está a deformidade e como ela pode ser corrigida?
  5. Como está a cartilagem nas outras regiões?
  6. Como estão os meniscos e os ligamentos?
  7. Quanto o paciente consegue dobrar e esticar o joelho?
  8. Quanto a dor interfere na rotina?
  9. Quais tratamentos já foram realizados?
  10. Quais atividades o paciente faz e deseja retomar?
  11. Existem outras doenças que aumentam os riscos da cirurgia?

A decisão reúne essas informações e considera os benefícios, as limitações e as expectativas de cada paciente.

O Dr. Carlos Vinícius realiza avaliação para osteotomia e prótese de joelho?

O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista e cirurgião especializado em joelho, com atuação no tratamento de alterações da cartilagem, artrose, lesões esportivas e diferentes procedimentos de preservação e reconstrução articular.

Sua formação inclui graduação e especialização em Ortopedia e Traumatologia pela UNICAMP, especialização em Cirurgia do Joelho pela USP e Doutorado em Ciências da Cirurgia pela UNICAMP. 

Em pacientes que estão tentando decidir entre uma cirurgia de preservação articular e uma artroplastia, essa avaliação especializada é especialmente importante.

O objetivo da consulta não é simplesmente escolher entre duas cirurgias.

Primeiro é necessário confirmar se a cirurgia já é indicada. Depois, entender qual procedimento apresenta características compatíveis com anatomia, grau da doença, sintomas, necessidades funcionais e objetivos do paciente.

Uma avaliação individualizada permite discutir também alternativas não cirúrgicas quando elas ainda possuem espaço no tratamento.

Conclusão

A decisão entre osteotomia ou prótese de joelho depende principalmente de onde está o desgaste, quanto da articulação foi comprometido, como está o alinhamento da perna, qual é o nível de atividade do paciente e quanto os sintomas afetam sua rotina.

A osteotomia busca preservar a articulação e modificar a distribuição das cargas, sendo especialmente considerada em determinados pacientes com desgaste localizado associado a alterações de alinhamento.

A prótese substitui as superfícies articulares comprometidas e pode ser discutida quando o desgaste é mais avançado ou quando dor, rigidez e perda funcional possuem impacto significativo na qualidade de vida.

Não existe uma cirurgia automaticamente superior à outra.

Também não existe uma idade, um grau de dor ou uma alteração isolada na radiografia capaz de definir sozinho o tratamento.

Quem apresenta dor persistente, inchaço, dificuldade para caminhar, perda de movimento, deformidade ou redução progressiva da capacidade funcional deve procurar avaliação com um ortopedista especialista em joelho. O exame clínico, associado aos exames adequados, permite identificar a origem do problema e discutir de forma responsável quais tratamentos fazem sentido para cada caso.

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O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação completa para entender o grau da lesão, o perfil do paciente e definir o melhor tratamento, cirúrgico ou não, com tecnologias como reabilitação personalizada, terapia biológica e protocolos avançados de recuperação.

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Dr. Carlos Vinicius Ortopedista SP

Sobre o Dr. Carlos Vinícius

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo. Formado há mais de 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP.

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Foto de Dr. Carlos Vinícius

Dr. Carlos Vinícius

Ortopedista e Cirurgião do Joelho | CRM-SP 140.189 | TEOT 13.130
Doutor em Ciências da Cirurgia pela UNICAMP, especialista em Cirurgia do Joelho pela USP e com treinamento em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

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