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Fraturas que não cicatrizam (pseudoartrose)


Quando não é bem cuidada, uma fratura pode ter dificuldades para cicatrizar completamente, o que leva o nome de pseudoartrose. 


O que causa a pseudoartrose?


Para cicatrizar bem, toda fratura precisa receber os cuidados e a imobilização adequados. 

Se ela não for imobilizada da maneira adequada, por exemplo, ou se o paciente não seguir as recomendações médicas de cuidados com a fratura durante o período de cicatrização, ela pode não se regenerar completamente. 

Logo que o osso se rompe, os vasos sanguíneos que “alimentam” a região também se rompem, o que dá origem ao hematoma e ao processo de formação do calo ósseo, que vai ser o responsável por “religar” as partes fraturadas do osso. 

Além de uma má imobilização e da falta de cuidados, outros fatores podem prejudicar a regeneração, como o diabetes, o consumo excessivo de álcool, o tabagismo, uma alimentação deficiente em vitaminas, entre vários outros. 


Como saber se a fratura não está cicatrizando?


O tempo de cicatrização de cada fratura é muito singular, e depende da gravidade dela, do estado de saúde do paciente, do local e de vários outros fatores. 

Por isso, é importante que o médico acompanhe a evolução da cicatrização para identificar eventuais problemas. 

Mas, no geral, se por volta do terceiro mês a pessoa tem sintomas parecidos com os do momento da fratura, como dor local, inchaço, hematomas, deformidades e mobilidade anormal, isso pode ser sinal de que a cicatrização não vai bem. 

Se houver suspeita de pseudoartrose, é necessário que haja uma avaliação médica dos sintomas, da saúde da pessoa e da própria fratura, com exames clínicos e radiológicos para avaliar a cicatrização. 


Como é o tratamento da pseudoartrose?


Na maioria dos casos, as fraturas que não cicatrizam precisam passar por um tratamento cirúrgico. 

Dependendo das características da fratura, o médico pode recomendar que seja aplicado um enxerto ósseo – que é a implantação de um fragmento de osso do próprio paciente, retirado de outro local do corpo -, para ajudar com a vascularização da área, ou que sejam implantadas placas metálicas para ajudar a estabilizar a fratura e permitir o crescimento natural do osso. 

Em alguns casos, o médico pode optar, inclusive, por um uso conjunto das duas técnicas. 

Mas a melhor opção é evitar a pseudoartrose. Se você sofrer uma fratura, procure um tratamento de qualidade e um bom ortopedista para avaliar e acompanhar o seu caso, seguindo à risca as recomendações para evitar os problemas de cicatrização. 

O Dr. Carlos Vinicius Buarque de Gusmão é ortopedista, especialista em Joelho, ondas de choque e Tratamentos Minimamente Invasivos (infiltração, denervação, PRP e Bloqueio dos geniculares) e atende em São Paulo, na Vila Mariana e no Morumbi. Se quiser tirar suas dúvidas, clique aqui

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