fratura por estresse

Ondas de choque para fraturas por estresse


A fratura por estresse respeita perfeitamente o ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. 

O seu osso aguenta uma certa quantidade de impacto por dia. Se você ultrapassar essa quantidade, ele começa a quebrar. O bom é que ele se recupera: basta você descansar. Entretanto, se você voltar a treinar sem que o osso tenha se recuperado, ele vai continuar quebrando, até o ponto de quebrar completamente e ser impossível você fazer qualquer coisa com o membro.


O QUE AUMENTA O RISCO DE SOFRER FRATURAS POR ESTRESSE


Alguns fatores que, muitas vezes, nem damos a devida atenção, dificultam a recuperação do osso:

  • Alimentação inadequada
  • Sono insuficiente
  • Tabagismo
  • Uso de álcool
  • Uso de cafeína
  • Distúrbios hormonais
  • Movimento executado da maneira incorreta
  • Acessórios inadequados (ex.: calçado ruim)
  • Ambiente inadequado (ex.: piso irregular)

OSSOS QUE SOFREM FRATURA POR ESTRESSE


Ossos que mais sofrem fratura por estresse:

  • Tíbia
  • Ossos do pé (metatarsos, navicular, calcâneo)

Outros ossos que também podem sofrer fratura por estresse:

  • Colo do fêmur (quadril)
  • Maléolo medial (tornozelo)
  • Pelve (bacia)
  • Rádio distal (punho)
  • Olécrano (cotovelo)
  • Sacro
  • Úmero (braço)

SINTOMAS DA FRATURA POR ESTRESSE


As fraturas provocadas por trauma (pancadas) têm sintomas bem exuberantes e chamativos: você sente muita dor, é difícil movimentar, o membro fica deformado e inchado.

Ao contrário, as fraturas por estresse apresentam sintomas bem insidiosos e progressivos. Podemos dividir a dor em 5 fases. Primeiro, você começa com uma dor após o treino. O que chama atenção, é que essa dor não é no músculo ou tendão: você consegue sentir que ela é mais “profunda”, no osso.

Na segunda fase, a dor ocorre durante o início do treino, melhora quando aquece, mas volta no dia seguinte. Na terceira fase, você sente dor durante o treino inteiro. Na quarta fase, você sente dor pra realizar tarefas simples, como ficar em pé, andar alguns passos, etc.

Por fim, na quinta fase, o osso quebra por completo e você não consegue movimentar o membro.


TRATAMENTO DA FRATURA POR ESTRESSE


Um dos pontos fundamentais é avaliar as causas da fratura por estresse. Então, é importante checar se você tem distúrbio nutricional ou hormonal, corrigir a intensidade do treino, melhorar o gesto esportivo, etc.

O outro ponto fundamental é tratar a fratura em si. O tratamento é semelhante ao de uma fratura por trauma, ou seja: repouso, imobilização e, eventualmente, cirurgia. A diferença é que as fraturas por traumas costumam ser mais operadas do que as fraturas por estresse. Por outro lado, a fratura por estresse demora mais pra cicatrizar e tem mais risco de não cicatrizar.

Por isso, nas fraturas com maior risco de não cicatrizar, ou que demoram mais pra cicatrizar, é aconselhável tratar com as ondas de choque para acelerar a velocidade de cicatrização e diminuir o risco da fratura não curar.


FRATURAS POR ESTRESSE COM MAIOR RISCO DE NÃO CICATRIZAR OU QUE DEMORAM PARA CICATRIZAR


Fraturas: 

  • A partir da fase 3; ie., pacientes com dor durante todo o exercício, em repouso ou já com fratura
  • Colo do fêmur
  • Patela
  • Maléolo medial (tornozelo)
  • Tíbia
  • Navicular
  • 5º metatarso
  • Sesamóides do halux

ONDAS DE CHOQUE PARA TRATAR FRATURAS POR ESTRESSE7


O tratamento com ondas de choque pode ser feito para:

  • Fraturas que não cicatrizaram, inclusive as que foram operadas
  • Evitar que a fratura não cicatrize
  • Acelerar a velocidade de cicatrização da fratura

Os estudos demonstram que as ondas de choque são eficazes em pessoas que estavam há mais de 3 meses tratando fraturas por estresse sem resultado. Para esses pacientes, em cerca de 3 a 4 semanas após as ondas de choque, a dor melhorou significativamente. 

O tempo para retorno completo às atividades esportivas varia conforme a fratura. Em suma, as ondas de choque possibilitam que a fratura cicatrize dentro do prazo normal de uma fratura. 

Vou dar o exemplo de um caso: a fratura de tíbia normalmente cicatriza em 3 a 4 meses. Com as ondas de choque, a fratura por estresse da tíbia levou esse período num paciente que já estava há 4 meses se tratando sem melhora com o tratamento usual.


COMO É O TRATAMENTO COM ONDAS DE CHOQUE PARA FRATURAS POR ESTRESSE


As ondas de choque não são aquele “choquinho” feito na fisioterapia. Elas são, na verdade, ondas de ultrassom mais potentes capazes de desinflamar e auxiliar na cicatrização dos tecidos. É o ortopedista que realiza esse tipo de tratamento.

O tratamento é feito sob anestesia porque a fratura é dolorosa. Em alguns casos, pode ser anestesia local (ex., fraturas do metatarso). Já em outros, é necessário raquianestesia (p. ex.: fraturas do fêmur).

Após a sessão, o paciente deve fazer repouso com o membro fraturado conforme o protocolo de reabilitação de cada tipo de fratura.

Acha que pode ser útil pra você? Verifique com um ortopedista especialista se você tem indicação de tratar sua fratura por estresse com as ondas de choque.

Dr. Carlos Vinicius Ortopedista SP

Sobre o Dr. Carlos Vinícius

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo. Formado há mais de 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP.

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