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Tendinopatia patelar: o que é e por que atinge tantos atletas?

A tendinopatia patelar, popularmente chamada de “joelho do saltador”, é uma inflamação ou degeneração do tendão patelar, estrutura que conecta a patela (rótula) à tíbia. É uma condição bastante comum entre atletas, principalmente em esportes que exigem saltos, mudanças bruscas de direção e aterrissagens.

O tendão patelar é essencial para o movimento de extensão do joelho. Ele trabalha como um cabo de força que transfere a energia do quadríceps para a perna, possibilitando correr, pular e chutar.

Por que tantos atletas sofrem com a tendinopatia patelar?

  1. Esportes com saltos e impacto repetitivo: Esportes como basquete, vôlei, atletismo e futebol forçam constantemente o tendão patelar. O impacto repetido e os saltos frequentes provocam microlesões que, com o tempo, acumulam-se e causam a degeneração do tendão.
  2. Biomecânica e sobrecarga articular: Desalinhamentos, encurtamentos musculares e fraqueza no core ou quadríceps podem transferir uma carga anormal ao tendão, acelerando o processo de degeneração.

Quais são os graus da tendinopatia patelar?

  • Grau 1 – Dor leve pós-treino: A dor só aparece após os treinos, sem limitação funcional.
  • Grau 2 – Dor durante e após atividades: A dor começa a surgir durante os exercícios, mas não impede o atleta de continuar.
  • Grau 3 – Dor persistente, mesmo em repouso: Já há comprometimento funcional. A dor surge até em repouso ou em tarefas simples como subir escadas.
  • Grau 4 – Ruptura parcial ou total do tendão: Fase mais grave. Pode exigir cirurgia e afastamento completo das atividades físicas.

A tendinopatia pode romper o tendão?

Se negligenciada, a tendinopatia pode levar à ruptura parcial ou total do tendão. Fatores como uso de anabolizantes, corticoides, excesso de treinos sem recuperação e ausência de tratamento adequado aumentam esse risco.

Treinar com supervisão, fortalecer o quadríceps e glúteos, e respeitar o tempo de recuperação são atitudes que reduzem bastante as chances de evolução para um caso cirúrgico.

Anabolizantes ajudam ou pioram?

Embora aumentem a massa muscular, os anabolizantes deixam os tendões mais frágeis e propensos à ruptura, pois não acompanham o fortalecimento muscular.

O uso indiscriminado de esteroides anabolizantes é um dos grandes vilões na ruptura de tendões entre atletas amadores.

Corticoide pode ser injetado no tendão?

Injetar corticoides diretamente no tendão pode aliviar a dor momentaneamente, mas enfraquece a estrutura tendínea e pode aumentar o risco de rompimento.

Hoje, a infiltração com corticoide é evitada na maioria dos casos de tendinopatia patelar. Só deve ser considerada em casos muito específicos e sob rigorosa supervisão médica.

Quais são os tratamentos modernos para tendinopatia patelar?

  • PRP (Plasma Rico em Plaquetas): A técnica utiliza o sangue do próprio paciente, centrifugado para concentrar plaquetas, que são injetadas no tendão para acelerar a regeneração.
  • BMA (Aspirado de Medula Óssea): Extrai-se a medula óssea do paciente, rica em células-tronco, para estimular a regeneração do tecido tendíneo.
  • Ondas de choque extracorpóreas (ESWT): São ondas mecânicas que estimulam a circulação e promovem a cicatrização das fibras tendíneas lesionadas.
  • Laser de alta intensidade (HILT): Tecnologia não invasiva que penetra profundamente no tecido, reduz a inflamação e estimula a regeneração celular.

Quando é necessário operar a tendinopatia patelar?

Se após 6 meses de tratamento conservador o paciente não apresentar melhora, pode-se indicar a cirurgia. Casos de ruptura parcial ou total também exigem intervenção cirúrgica.

A reabilitação é gradual e pode levar de 4 a 6 meses. A fisioterapia personalizada é fundamental para um retorno seguro às atividades.

Tendinopatia patelar tem cura?

Na maioria dos casos, sim. Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e mudanças nos hábitos de treino, é possível eliminar a dor e recuperar a função do tendão.

A reabilitação muscular, correção postural e controle da carga são essenciais para evitar recidivas.

A tendinopatia patelar é uma das lesões mais comuns entre atletas que exigem muito dos joelhos. Embora possa parecer simples no início, se ignorada, evolui para um quadro mais grave e até irreversível. A boa notícia? Há cura sim, principalmente com os avanços da medicina regenerativa. O segredo está no diagnóstico precoce, no tratamento personalizado e na reeducação dos movimentos.

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O Dr. Carlos Vinícius é ortopedista com foco em medicina regenerativa e realiza uma avaliação individualizada para entender o seu caso e indicar o melhor protocolo.

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Dr. Carlos Vinicius Ortopedista SP

Sobre o Dr. Carlos Vinícius

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo. Formado há mais de 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP.

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