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Condromalácia patelar: tudo o que você precisa saber sobre essa doença

A condromalácia patelar ou síndrome da dor patelofemoral, como também é conhecida, tem como característica a degeneração da cartilagem articular da patela, ou rótula, osso que fica localizado na frente do joelho. Esse é um tipo de complicação muito comum que acomete a articulação do joelho. Veja a seguir as causas da doença e tratamentos.

Quem pode ser acometido pela condromalácia patelar?

A condromalácia patelar é uma das queixas mais comuns em consultórios de ortopedia. A doença pode afetar tanto homens quanto mulheres, mas a incidência é maior entre o público feminino. Ela também pode acometer pessoas que são sedentárias ou até mesmo aquelas que são atletas profissionais, isso porque, existem diversos fatores que podem contribuir para esse tipo de problema.

Graus da condromalácia patelar

A doença pode ser classificada em 4 graus e essa classificação é muito importante, pois ajuda na orientação de qual será o tratamento indicado. Ela é classificada da seguinte forma:

  • Grau 1: Nesta primeira etapa ocorre um certo amolecimento da camada mais externa da patela. Aqui, a pessoa pode sentir sintomas como dor e inchaço.
  • Grau 2: Ocorre lesões na cartilagem com até 1,3 cm de diâmetro. Essas são lesões pequenas e localizadas.
  • Grau 3: São lesões maiores que 1,3 cm de diâmetro.
  • Grau 4: A lesão é muito mais grave, tanto que é possível visualizar o osso subcondral que a sustenta.

Conheça as causas da doença

A patela é uma região que é exposta por elevadas forças de compressão constantemente, sendo que a sobrecarga da articulação é a principal causa que ocasiona a dor. Veja quais são as causas mais comuns:

  • Sobrecarga mecânica: Ocorre devido ao aumento das forças de compressão entre a patela e a tróclea.
  • Mobilidade entre patela e tróclea: Em alguns casos a mobilidade pode ficar limitada por causa de condições pós traumáticas ou pós operatórias.
  • Altura da patela: Quando acontece da patela ficar mais baixa do que o habitual, isso faz com que a força necessária para esticar o joelho aumenta.
  • Limitação da extensão do joelho: Para colocar o pé no chão é preciso que o joelho fique totalmente esticado. Em condições pós cirúrgicas ou pós traumáticas a pessoa pode não conseguir esticar totalmente e por isso, a força da patela aumenta consideravelmente.
  • Alinhamento do aparelho extensor: É chamado de ângulo Q o alinhamento entre a musculatura do quadríceps, a patela e o tendão patelar. Esse ângulo pode ficar aumentado nas mulheres, que tendem a ter um quadril mais largo e também em pessoas com o alinhamento do joelho em valgo. Quando esse ângulo fica aumentado, ocorre a força de lateralização da patela, o que aumenta a compressão da faceta lateral da patela sobre a tróclea.
  • Encurtamento do quadríceps: Quando ocorre o encurtamento da musculatura ao redor do quadríceps, isso leva ao aumento nas forças de compressão da patela.

Quais são os sintomas da condromalácia patelar?

Entre os principais sintomas, a pessoa pode sentir uma leve dor ao redor ou sob a rótula e isso pode piorar quando é preciso descer escadas ou rampas. Fazer práticas esportivas ou até mesmo ficar muito tempo sentado pode intensificar esses sintomas.

Outro sintoma bastante comum é o inchaço e ruídos na região durante a movimentação, além de sensação de ardência. Vale ressaltar que a dor nem sempre é um sintoma que aparece, principalmente quando se está nos estágios iniciais, por isso, procure ajuda médica ao sentir alguns dos sintomas.

Tratamentos indicados

Existem tratamentos para condromalácia sem cirurgia e com cirurgia, isso vai depender da avaliação médica. O tratamento segue uma linha de ordem, em que primeiro foca no controle da dor, depois na mobilidade das estruturas ao redor do joelho, em seguida, recuperar a força e controle da musculatura envolvida e por fim, a correção dos movimentos. Veja exemplos de tratamentos.

Tratamentos sem cirurgia

Viscossuplementação: Esse é um procedimento em que é injetado o ácido hialurônico no joelho que está afetado com a doença. Ele ajuda a amortecer e lubrificar a articulação do joelho.

Células tronco: O tratamento com células tronco é indicado para diversos problemas de lesões no joelho. Estudos apontam que elas ajudam no processo de reparação e combate inflamatório.

Plasma rico em plaquetas: Esse tratamento é indicado para condromalácia e também para artrose. Ele proporciona alívio dos sintomas e contribui para o rápido retorno ao esporte.

Tratamento com cirurgia

Membrana de colágeno: Essa cirurgia é recomendada para tratar defeitos da cartilagem da patela. Com o paciente anestesiado, é feita uma incisão de aproximadamente 10 cm na parte de frente do joelho. Em seguida, a patela é virada do avesso e é feita a limpeza na cartilagem (desbridamento). Depois é colocado um molde para desenhar a lesão e cortar a membrana do tamanho exato. Para saber mais sobre a cirurgia, clique aqui.

Transplante osteocondral homólogo e autólogo: O transplante homólogo de cartilagem osteocondral é quando é utilizado o tecido de um doador falecido. Quando utilizado o tecido do próprio paciente é chamado de transplante autólogo.

Microfraturas: A técnica conta com microfraturas no osso subjacente, isso faz com que uma nova cartilagem seja desenvolvida a partir do super coágulo.

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