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Doença de Osgood-Schlatter: do diagnóstico ao tratamento

A Doença de Osgood-Schlatter é uma condição que causa dor e sensibilidade na região da frente do joelho, logo abaixo da patela, principalmente em crianças e adolescentes que estão passando pelo período de crescimento. O problema está relacionado à sobrecarga da tuberosidade da tíbia, região onde o tendão patelar se fixa, e costuma aparecer com maior frequência em jovens fisicamente ativos. Corridas, saltos, chutes e mudanças rápidas de direção podem aumentar os sintomas. Além da dor, pode ocorrer inchaço e uma proeminência mais evidente abaixo do joelho. Neste artigo, você vai entender por que isso acontece, quais são os sintomas mais comuns, como é feito o diagnóstico, quais atividades podem piorar o quadro e como funciona o tratamento.

Embora seja uma condição frequente durante o crescimento e, na maioria dos casos, possa ser conduzida sem cirurgia, nem toda dor no joelho de uma criança ou adolescente deve ser atribuída automaticamente ao crescimento. Existem diferentes causas de dor no joelho em crianças e adolescentes, e a avaliação médica ajuda a diferenciar cada situação.

O que é a Doença de Osgood-Schlatter?

A condição é uma apofisite por tração da tuberosidade anterior da tíbia. Para entender esse nome, é importante conhecer um pouco da anatomia dos joelhos.

Na parte da frente do joelho está a patela. Abaixo dela passa o tendão patelar, que se fixa na região superior da tíbia, o principal osso da perna. O ponto de inserção desse tendão é chamado de tuberosidade anterior da tíbia.

Em crianças e adolescentes que ainda estão crescendo, essa região contém uma área de desenvolvimento ósseo que é mais suscetível às forças repetitivas de tração. Toda vez que o quadríceps se contrai com força para estender o joelho, correr, saltar ou chutar, essa força é transmitida pela patela e pelo tendão patelar até a tuberosidade da tíbia.

Quando essas solicitações são frequentes e intensas, especialmente durante o estirão de crescimento, a região pode ficar dolorosa e sensível.

Isso explica por que a condição aparece frequentemente em jovens que praticam esportes como:

  • futebol;
  • basquete;
  • vôlei;
  • corrida;
  • atletismo;
  • ginástica;
  • handebol;
  • modalidades que envolvem saltos frequentes.

Não significa, porém, que praticar esportes seja prejudicial ao crescimento. O problema está relacionado à combinação entre fase de desenvolvimento, características individuais e quantidade de carga aplicada sobre uma estrutura ainda em maturação.

Por que a condição aparece durante o crescimento?

Durante o estirão de crescimento, ossos, músculos e tendões passam por mudanças rápidas. O aumento do comprimento dos ossos nem sempre ocorre no mesmo ritmo das adaptações musculares e tendíneas.

Nesse período, alguns adolescentes podem apresentar redução temporária da flexibilidade muscular. Quadríceps e músculos posteriores da coxa mais tensos, por exemplo, podem modificar as forças aplicadas ao redor do joelho.

Ao mesmo tempo, o jovem pode estar aumentando sua participação esportiva, treinando mais vezes por semana ou disputando campeonatos.

Imagine um adolescente que treina futebol três ou quatro vezes por semana e ainda participa de jogos aos finais de semana. Durante uma sessão, ele realiza dezenas de arrancadas, desacelerações, chutes e mudanças de direção. Cada movimento exige contrações repetidas do quadríceps.

A tuberosidade tibial recebe essa tração inúmeras vezes.

É justamente essa repetição que ajuda a explicar por que o quadro costuma surgir progressivamente, e não necessariamente depois de uma pancada específica.

Em alguns casos, o adolescente relata que estava treinando normalmente e começou a perceber um pequeno desconforto. Depois de algumas semanas, correr ou chutar passou a provocar dor mais evidente.

Quais são os principais sintomas?

O sintoma característico é a dor localizada na região anterior do joelho, logo abaixo da patela, sobre a tuberosidade da tíbia.

A intensidade varia bastante.

Em quadros leves, o jovem pode sentir apenas um incômodo após atividades esportivas mais intensas. Ele continua andando normalmente, frequenta a escola e realiza suas atividades cotidianas sem grandes limitações.

Nos quadros moderados, a dor pode começar durante o exercício. Correr, saltar, chutar ou agachar passa a provocar desconforto e pode reduzir o rendimento esportivo.

Quando os sintomas ficam mais intensos ou persistentes, o adolescente pode apresentar dificuldade para treinar, correr ou até realizar determinados movimentos do cotidiano.

Entre as manifestações possíveis estão:

  • dor abaixo da patela;
  • sensibilidade ao tocar a tuberosidade tibial;
  • pequeno inchaço local;
  • dor ao correr;
  • desconforto ao saltar;
  • dor ao chutar;
  • incômodo ao agachar;
  • piora depois de treinos intensos;
  • proeminência mais evidente na parte anterior da tíbia.

A presença de um pequeno “caroço” abaixo do joelho também costuma preocupar os pais. Essa proeminência pode se tornar mais perceptível em alguns pacientes e não deve ser interpretada isoladamente como sinal de gravidade.

Quando há dúvida sobre a origem do desconforto, uma avaliação mais ampla das possíveis causas de dor no joelho é importante, porque diferentes estruturas, incluindo tendões, ossos, cartilagens, meniscos e ligamentos, também podem causar sintomas nessa região.

Quais atividades costumam piorar a dor?

Atividades que exigem contração intensa e repetitiva do quadríceps são as que mais frequentemente desencadeiam sintomas.

Corridas rápidas, tiros, saltos, chutes e exercícios que exigem extensão do joelho podem aumentar a tração exercida pelo tendão patelar sobre a tuberosidade tibial.

Por isso, alguns adolescentes relatam pouca ou nenhuma dor durante atividades comuns, mas apresentam desconforto quando começam o treino.

Outra situação frequente acontece após o exercício. O jovem consegue completar a atividade, mas percebe que a região fica dolorida algumas horas depois ou no dia seguinte.

Ajoelhar diretamente sobre uma superfície rígida também pode causar bastante incômodo porque existe pressão justamente sobre a área sensível.

A relação entre exercício e sintomas precisa ser avaliada individualmente. Sentir dor não significa automaticamente que toda atividade física precise ser interrompida, mas também não é recomendado insistir repetidamente em exercícios que provocam dor importante.

A intensidade, duração e comportamento dos sintomas ajudam o ortopedista e o fisioterapeuta a determinar quanto de atividade pode ser mantido.

Como diferenciar essa condição de outras causas de dor no joelho?

A localização e o padrão da dor fornecem pistas importantes, mas não são suficientes para fechar um diagnóstico.

Na apresentação típica, o desconforto está concentrado sobre a tuberosidade anterior da tíbia e apresenta relação clara com esforço físico.

Outras alterações também podem causar dor anterior ou próxima ao joelho em crianças e adolescentes. Entre elas estão problemas relacionados à patela, tendão patelar, cartilagem, meniscos e outras alterações do desenvolvimento.

A osteocondrite dissecante, por exemplo, é outra condição que pode ocorrer em pacientes jovens e envolve osso e cartilagem. O site também aborda como a dor no joelho da criança pode estar relacionada à osteocondrite dissecante, mostrando por que sintomas aparentemente semelhantes podem ter origens diferentes.

Por isso, é importante observar sinais que fogem do padrão esperado.

Dor muito intensa, incapacidade de apoiar a perna, febre, vermelhidão importante, grande inchaço, bloqueio do joelho, perda significativa de movimento ou sintomas que surgiram depois de um trauma relevante justificam avaliação médica.

Também merece investigação uma dor que ocorre predominantemente à noite, piora progressivamente ou não apresenta relação clara com esforço.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é principalmente clínico.

Durante a consulta, o ortopedista procura entender quando a dor começou, onde ela está localizada e quais atividades aumentam ou diminuem o desconforto.

Algumas perguntas são particularmente importantes:

  1. A dor aparece durante ou depois do exercício?
  2. Existe algum esporte praticado várias vezes por semana?
  3. O paciente está passando por uma fase de crescimento rápido?
  4. Houve queda, torção ou impacto recente?
  5. Existe inchaço?
  6. A dor ocorre em um ou nos dois joelhos?
  7. O adolescente está deixando de praticar atividades por causa do desconforto?

Depois, é realizado o exame físico.

O médico pode avaliar a tuberosidade tibial, mobilidade do joelho, força muscular, flexibilidade, alinhamento dos membros e resposta aos movimentos que reproduzem os sintomas.

Radiografias não são obrigatórias em todas as apresentações típicas. O médico pode solicitá-las quando precisa confirmar determinados achados, avaliar a maturidade óssea ou excluir outras causas de dor.

Exames adicionais podem ser considerados quando os sintomas ou o exame físico não apresentam o padrão esperado.

A Doença de Osgood-Schlatter é grave?

Na maioria dos pacientes, não se trata de uma condição grave. Ainda assim, o desconforto pode ser suficiente para limitar esporte e atividades cotidianas durante determinado período.

A evolução também não é igual para todos.

Alguns jovens apresentam episódios leves e conseguem controlar os sintomas com pequenas modificações na rotina. Outros têm fases de maior sensibilidade, principalmente durante períodos de treinamento intenso ou crescimento acelerado.

Por isso, é importante evitar dois extremos: considerar qualquer dor como sinal de uma lesão grave ou simplesmente ignorar sintomas persistentes por acreditar que se trata apenas de “dor do crescimento”.

Dor recorrente é uma informação importante do organismo e precisa ser contextualizada.

Quando interfere no esporte, na caminhada, no sono ou nas atividades do cotidiano, a avaliação profissional se torna ainda mais relevante.

Como é feito o tratamento?

O tratamento geralmente é conservador e individualizado. O objetivo é controlar os sintomas, adequar a quantidade de carga e manter o adolescente funcional enquanto a região passa pelo processo de maturação.

A primeira medida frequentemente envolve ajustar as atividades responsáveis pelo aumento da dor.

Isso não significa necessariamente retirar completamente o jovem do esporte.

Um adolescente com desconforto leve depois do treino pode receber uma orientação diferente daquele que começa a mancar ou sente dor intensa durante cada corrida.

O conceito de repouso relativo é importante. Em vez de simplesmente impedir qualquer exercício, o profissional avalia quais atividades podem ser mantidas e quais precisam ser temporariamente reduzidas.

Dependendo do caso, o cuidado pode envolver:

  • ajuste temporário da frequência ou intensidade dos treinos;
  • controle das atividades que provocam sintomas;
  • fisioterapia;
  • exercícios de mobilidade;
  • fortalecimento progressivo;
  • trabalho de flexibilidade;
  • retorno gradual ao esporte;
  • medidas locais para controle do desconforto orientadas pelo profissional.

Medicamentos não devem ser utilizados por conta própria, especialmente em crianças e adolescentes. Quando existe necessidade de controle medicamentoso da dor, a escolha deve considerar idade, histórico clínico e avaliação médica.

Tratamentos

O tratamento da doença de Osgood-Schlatter visa aliviar a dor e reduzir a inflamação. As opções de tratamento incluem:

Tratamento não cirúrgico

  • Repouso: Redução das atividades que causam dor, permitindo tempo para a recuperação.
  • Gelo: Aplicação de gelo na área afetada para reduzir a dor e o inchaço.
  • Fisioterapia: Exercícios de alongamento e fortalecimento para melhorar a flexibilidade e a força muscular ao redor do joelho.
  • Medicamentos: Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para aliviar a dor e a inflamação.
  • Injeção de plasma rico em plaquetas (PRP):  O PRP é obtido a partir do sangue do próprio paciente e contém uma alta concentração de plaquetas, que são ricas em fatores de crescimento que auxiliam a melhorar a dor do local doente.
  • Tratamento com ondas de choque: Utiliza ondas de choque acústicas para diminuir a inflamação do tecido doente e melhorar a dor. O tratamento é feito pelo médico no próprio consultório
  • Injeção de células-tronco: As células-tronco mesenquimais são extraídas da medula óssea ou do tecido adiposo do paciente e injetadas na área afetada.
  • RP)

Cirurgia

A cirurgia consiste em remover as calcificações no entorno do tendão patelar, e o tecido doente em toda a região da tuberosidade da tíbia e tendão patelar. Para essa cirurgia, é necessário realizar um corte na parte da frente do joelho e realizar a remoção dos tecidos alterados.

É necessário parar completamente de praticar esportes?

Nem sempre.

Essa decisão depende principalmente da intensidade da dor, da resposta após os treinos e das limitações apresentadas pelo paciente.

Um jovem com dor leve, que não manca e não apresenta piora progressiva, pode receber autorização profissional para continuar parte das atividades com adaptações.

Por outro lado, insistir em um esporte quando existe dor importante durante praticamente todos os movimentos pode prolongar o desconforto.

Uma estratégia útil é observar não apenas o que acontece durante o exercício, mas também a resposta nas horas seguintes e no dia seguinte.

Se o paciente começa a apresentar dor cada vez mais cedo, perde desempenho, manca ou precisa alterar seus movimentos para conseguir participar do treino, a carga provavelmente precisa ser revista.

O objetivo é encontrar uma quantidade de atividade compatível com o momento clínico, e não simplesmente escolher entre “treinar normalmente” e “não fazer nada”.

Quanto tempo os sintomas podem durar?

A duração varia.

Como o quadro está associado ao desenvolvimento da tuberosidade tibial, os sintomas podem oscilar ao longo do período de crescimento.

Existem adolescentes que apresentam melhora relativamente rápida após ajustes na rotina. Outros passam por períodos de melhora e piora durante meses.

Isso não significa necessariamente que o tratamento falhou.

Uma fase de crescimento acelerado acompanhada de aumento do volume esportivo pode, por exemplo, reativar sintomas que estavam controlados.

Por esse motivo, acompanhamento e ajuste de carga são importantes, principalmente para jovens que treinam de forma competitiva.

O caroço abaixo do joelho desaparece?

Nem sempre completamente.

Em alguns pacientes, a tuberosidade anterior da tíbia pode permanecer mais proeminente mesmo depois que a fase dolorosa termina.

A presença dessa proeminência, isoladamente, não significa que ainda exista um problema ativo.

O que precisa ser avaliado é se há dor, sensibilidade, dificuldade para ajoelhar, limitação esportiva ou outro comprometimento funcional.

Algumas pessoas chegam à vida adulta com a região mais evidente e não apresentam qualquer sintoma.

Adultos podem apresentar sintomas?

A manifestação típica acontece durante o crescimento, mas algumas pessoas podem chegar à idade adulta com desconforto residual.

Isso pode ocorrer, por exemplo, quando permanece uma proeminência sensível ou um fragmento ósseo na região da tuberosidade tibial.

Nesses casos, o diagnóstico precisa ser reavaliado porque uma dor anterior do joelho em um adulto possui diversas possíveis causas.

O fato de uma pessoa ter apresentado o problema na adolescência não significa automaticamente que qualquer dor futura tenha a mesma origem.

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É possível prevenir os sintomas?

Não existe uma estratégia capaz de impedir todos os casos, porque o crescimento faz parte do desenvolvimento normal.

Entretanto, controlar adequadamente a carga esportiva pode ajudar a reduzir episódios de sobrecarga.

Algumas medidas podem ser consideradas:

  • evitar aumentos abruptos na intensidade dos treinos;
  • respeitar períodos de recuperação;
  • observar dores que aparecem repetidamente depois do esporte;
  • manter condicionamento adequado para a modalidade;
  • trabalhar força e mobilidade com orientação profissional;
  • utilizar progressão gradual ao iniciar uma nova atividade;
  • informar treinadores quando houver dor persistente;
  • não estimular o adolescente a continuar treinando com dor importante apenas para completar uma competição.

Pais, treinadores e profissionais de saúde têm um papel importante nesse acompanhamento.

Adolescentes envolvidos em esportes competitivos podem, às vezes, minimizar sintomas para não perder treinos ou campeonatos. Perceber mudanças na forma de correr, redução do desempenho ou dificuldade para realizar movimentos antes simples pode ajudar a identificar precocemente uma sobrecarga.

Quando procurar um ortopedista?

É recomendável buscar avaliação quando a dor persiste, aumenta progressivamente ou começa a limitar atividades.

Também é importante procurar atendimento quando existem:

  • dificuldade para caminhar;
  • perda significativa de movimento;
  • inchaço importante;
  • dor intensa após trauma;
  • incapacidade de apoiar o membro;
  • febre associada à dor;
  • vermelhidão ou calor local importantes;
  • bloqueio do joelho;
  • perda de força;
  • dor que interfere no sono;
  • sintomas persistentes mesmo após redução das atividades.

A avaliação individual é especialmente importante em crianças e adolescentes porque diferentes alterações podem provocar sintomas semelhantes.

Perguntas frequentes

Osgood-Schlatter é dor do crescimento?

Não é adequado considerar simplesmente como “dor do crescimento”. Existe uma estrutura específica envolvida: a tuberosidade anterior da tíbia, onde ocorre a inserção do tendão patelar. A fase de crescimento contribui para o aparecimento do quadro, mas a dor possui uma origem anatômica que pode ser avaliada pelo ortopedista.

Pode acontecer nos dois joelhos?

Sim. Alguns pacientes apresentam sintomas em apenas um lado, enquanto outros podem ter comprometimento bilateral. A intensidade também pode ser diferente entre os joelhos.

Quem tem o problema pode jogar futebol?

Depende da intensidade dos sintomas e da avaliação profissional. Alguns adolescentes conseguem continuar praticando com ajustes de carga. Outros precisam reduzir temporariamente determinadas atividades para controlar a dor.

O caroço abaixo do joelho é perigoso?

A proeminência da tuberosidade tibial pode ficar mais evidente e, isoladamente, não significa que exista uma complicação grave. Se houver dor intensa, crescimento aparentemente atípico, grande inchaço ou dúvida sobre a origem da alteração, é recomendável procurar um ortopedista.

A condição pode deixar sequelas?

Muitos pacientes evoluem bem conforme ocorre a maturação óssea. Em algumas pessoas, a tuberosidade tibial permanece mais proeminente. Uma parcela menor pode apresentar sintomas residuais na vida adulta, situação que merece avaliação individual.

Precisa fazer ressonância magnética?

Não necessariamente. A avaliação clínica costuma ser suficiente em apresentações típicas. Exames de imagem podem ser solicitados quando o médico precisa esclarecer o diagnóstico, investigar sintomas atípicos ou descartar outras alterações.

Alongamento ajuda?

Exercícios de mobilidade e flexibilidade podem integrar a reabilitação quando indicados pelo fisioterapeuta ou médico. O tipo de exercício e sua intensidade precisam considerar idade, nível de atividade, sintomas e características individuais.

Quanto tempo é necessário ficar sem treinar?

Não existe um período igual para todos. Alguns pacientes não precisam interromper completamente o esporte e conseguem controlar os sintomas com redução da carga. Outros necessitam de uma pausa maior. A evolução da dor e a capacidade funcional ajudam a determinar o momento de progressão.

Conclusão

A Doença de Osgood-Schlatter é uma causa frequente de dor na parte anterior do joelho durante a infância e a adolescência, principalmente no período de crescimento e em jovens que praticam esportes com corridas, saltos e chutes repetitivos. O desconforto ocorre na região da tuberosidade anterior da tíbia, onde o tendão patelar transmite forças produzidas pelo quadríceps.

Na maioria dos casos, o tratamento é conservador e envolve principalmente controle adequado da carga, adaptação das atividades e, quando indicada, fisioterapia com progressão individualizada dos exercícios. A interrupção completa do esporte não é obrigatória em todos os pacientes, assim como insistir em treinos apesar de dor importante também não é uma estratégia adequada.

Como diferentes problemas podem provocar dor no joelho durante o crescimento, sintomas persistentes, piora progressiva, limitação para caminhar ou praticar esportes, inchaço importante ou alterações fora do padrão esperado devem ser avaliados por um ortopedista. O diagnóstico correto permite diferenciar a sobrecarga típica dessa fase de outras condições e definir o cuidado mais adequado para cada criança ou adolescente.

Dr. Carlos Vinicius Ortopedista SP

Sobre o Dr. Carlos Vinícius

O Dr. Carlos Vinícius é referência no tratamento por ondas de choque em São Paulo. Formado há mais de 10 anos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), se especializou em cirurgia do joelho pela Universidade de São Paulo (USP) e finalizou seu doutorado em Ciências da Cirurgia também pela UNICAMP.

Saiba mais

Foto de Dr. Carlos Vinícius

Dr. Carlos Vinícius

Ortopedista e Cirurgião do Joelho | CRM-SP 140.189 | TEOT 13.130
Doutor em Ciências da Cirurgia pela UNICAMP, especialista em Cirurgia do Joelho pela USP e com treinamento em Pesquisa Clínica pela Harvard Medical School.

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