ortopedista especialista

Se você é mulher e tem dor no joelho, você pode estar com essa síndrome


Quando o assunto é dor na parte da frente do joelho, as mulheres sofrem duas vezes mais do que os homens. As mulheres, por motivos anatômicos e, consequentemente, biomecânicos, vêm ao meu consultório com dor no joelho deflagrada durante atividades comuns do dia a dia, como subir ou descer escadas, exercício de agachamento, corrida e o movimento de se levantar após permanecer por mais de 10 minutos sentadas.


Entenda melhor a síndrome da dor patelofemoral


Essa dor é difícil de localizar com exatidão no joelho, mas vocês contam que ela surge na região da frente do joelho, em volta da patela (rótula), ou na parte de trás da patela. A dor pode ser mais amena ou forte (em pontada).

No passado, esse problema era chamado de condromalácia da patela, porque algumas mulheres apresentavam um amolecimento da consistência da cartilagem da patela. Todavia, sabe-se que problemas da cartilagem da patela são só uma das causas possíveis da dor que vocês sentem.

Na verdade, a maior parte (~40%) das mulheres que apresentam esse tipo de dor na parte de frente do joelho sofre da Síndrome da Dor Patelofemoral, também conhecida como Síndrome da Dor Anterior do Joelho.


O lado bom e o ruim da Síndrome da Dor Patelofemoral


Apesar de causar desconforto em milhões de mulheres, a síndrome não é causada por nenhuma lesão na cartilagem, tendão, osso, menisco, ligamento ou outra estrutura no joelho. Ela é causada por um distúrbio biomecânico, que, aí sim, pode facilitar o surgimento de lesões anatômicas.

Então, a primeira coisa que fazemos quando você, mulher, nos procura no consultório é avaliar se já possui alguma lesão no joelho. Caso não possua, é importante tratar o quanto antes para que seu joelho se mantenha saudável.


Duas notícias boas pra você


Não fique perplexa se não for constatada nenhuma lesão no seu joelho. Isso é bom pra você e faz parte da síndrome. A segunda notícia boa é que a Síndrome da Dor Patelofemoral tem tratamento sem necessidade de cirurgia.

Você não precisa continuar sofrendo por mais meses ou anos. Consulte-se logo com o ortopedista especialista pra iniciar seu tratamento e continuar o acompanhamento. Cuide-se e previna-se!

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